sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Aposte no valor nutricional das cascas

Consumir as cascas de algumas frutas e legumes enriquece a alimentação e reduz o desperdício


Pouca gente sabe que a casca de muitas frutas e legumes pode ser mais rica em nutrientes do que a polpa.
“A vitamina C e as fibras são os principais nutrientes encontrados nas cascas, mas isso vai depender de cada variedade”, afirma a nutricionista Larissa Martins, do SESI, que dirige um programa de aproveitamento alimentar.

É o caso abacaxi, por exemplo. A parte externa, quase sempre desprezada, tem duas vezes mais vitamina C e cálcio e o triplo de fibras.

“A cada 100g, por exemplo, 10mg são desses nutrientes estão contidos na polpa enquanto na casca são 17mg”, revela Larissa. Um valor 70% maior.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Bioquímica da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) estudou as principais frutas presentes na alimentação dos brasileiros e identificou variações consideráveis entre cascas e polpa.

A casca do mamão, por exemplo, tem 52 mg de vitamina C, 7mg acima do consumo diário recomendado pelos médicos (de 45 mg).

“A casca dessa fruta é rica em betacaroteno e na enzima papaína, que tem ação digestiva e anti-inflamatória”, afirma a nutróloga Tamara Mazarachi, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Na laranja, a cada 100g, os pesquisadores encontraram 365mg de cálcio e 107mg de vitamina C, volume quase seis vezes superior ao verificado na polpa (18 mg). A vitamina C é uma importante aliada da saúde porque favorece a formação dos ossos e auxilia o sistema imunológico. A carência pode levar ao escorbuto, que causa sangramento intenso das gengivas.

Ainda entre os cítricos, no limão a casca é rica em potássio (1,9mg) e proteína (3g ), maior volume entre todos os alimentos estudados, e também em fibras (6,7 g a cada 100 g). Limão e laranja têm em comum a presença de lipídios, importante reserva de nutrientes do organismo.
Vale ressaltar também o maracujá, cujo destaque está na quantidade de fibras solúveis presentes na casca. “Elas ajudam na função intestinal e no controle da glicemia”, afirma Mazarachi.
A indicação médica é de que sejam consumidas em torno de 30g de fibras por dia. Uma pesquisa norte-americana demonstrou que a cada 10 gramas de aumento na ingestão diária foi observada uma redução de 3,7% de gordura visceral.
Apesar do aspecto pouco convidativo, a casca do kiwi também é fonte de fibra insolúvel, além de conter “compostos fenólicos, bioflavanoides e vitamina C”, explica Tamara Mazarachi. A nutricionista aconselha utilizá-la no preparo de sucos.

Entre os legumes, a campeã de nutrientes é a abóbora. Sua parte externa tem fibras, potássio, betacaroteno, luteína e zeaxantina (importantes para a visão), vitaminas A e C (potentes antioxidantes). O mix pode ser utilizado no preparo de sopas, massas, panquecas e bolos.

Mais comum no gosto popular, a cenoura é muitas vezes consumida com a casca, que contém uma quantidade maior de betacaroteno e vitamina A do que a polpa. Já na batata, destaca-se a presença de minerais, vitamina C e fibras.



Conservação e higiene



Quando o alimento será consumido com a casca, os cuidados com armazenamento e limpeza devem ser redobrados. A parte externa está exposta aos agrotóxicos e, por isso, deve ser higienizada com atenção.
“Os venenos utilizados hoje se dissolvem em água. Portanto, é preciso lavar corretamente frutas e legumes, em água corrente e esfregando-os com uma escovinha, mas sem utilizar detergente”, alerta Larissa. A nutricionista aconselha: o processo deve ser feito antes do consumo.
“Se lavar e guardar, quando for consumi-lo, o alimento deve ser lavado novamente”, afirma.
Também há uma maneira adequada de mantê-los. Frutas ricas em água, como a melancia, têm de ser conservadas na geladeira, quando têm casca mais grossa, como a laranja, podem ser deixadas na fruteira.



Como consumir



A melhor forma de ingerir cascas menos palatáveis como as de abóbora, kiwi e abacaxi é utilizá-las em doces, sucos, tortas e afins. Desta forma, o gosto delas não é sentido, mas seus nutrientes não se perdem. No caso da batata, por exemplo, pode ser assada no forno e servida como petisco.

Consciência



A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realizou um estudo sobre desperdício e constatou que cada brasileiro joga no lixo uma média de 37 quilos de alimentos de origem vegetal por ano.
É por números como esses que o Brasil figura entre os países que mais desperdiçam comida em todo o mundo. Utilizar as cascas dos alimentos é optar por uma alimentação mais consciente e socialmente responsável, alémde ajudar a reduzir esses índices.

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Foto: Getty Images
O infarto do novo século

Problemas emocionais e ambientais, associados à predisposição genética, são gatilhos para doenças cardíacas


Uma forte dor no coração, como se ele rasgasse por dentro, subitamente. A frase parece apenas uma metáfora clichê, sempre acessível para descrever uma mágoa profunda, mas não física. O coração partido, porém, no auge do século 21, deixou de ser muleta dos sofredores e passou a fator de risco para problemas cardíacos. Dor de amor também pode matar.
Depressão e problemas emocionais, associados a uma predisposição genética, estão entre as causas de infartos em pacientes jovens, alerta Marcelo Ferraz Sampaio, cardiologista do Hospital Oswaldo Cruz, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo e especialista no tema.


O médico revela que nos últimos anos, o índice de infartos atípicos no setor de emergência do hospital foi surpreendentemente alto. Além do fator numérico, os pacientes tinham características clínicas semelhantes: jovens, em sua maioria mulheres, saudáveis, mas com incidentes cardíacos severos.


“Observávamos, ao fazer a identificação da artéria, que o coração tinha infartado, mas não havia lesão. Começamos, então, a desvendar como essa artéria poderia ter provocado a restrição de fluxo por mais de 20 minutos, sem ter nenhum comprometimento.”


Ao confrontar os pacientes com pesquisas internacionais, o especialista constatou que essas artérias sofrem um Sistema de Restrição Dinâmica ao Fluxo. A consequência e o processo são semelhantes ao que ocorre em um infarto tradicional, provocado pela conhecida lista de fatores de risco: obesidade, diabetes, hipertensão e cigarro. Neste caso, no entanto, o gatilho é emocional.

Como ocorre



A passagem de sangue é obstruída não pelas placas de gordura, mas por um estreitamento das paredes da artéria, responsável por interromper o fluxo. O mesmo evento é diagnosticado em casos de overdose de drogas como cocaína e crack, ou no uso de anabolizantes.

"Também é possível que as plaquetas do sangue fiquem como se fossem 'tresloucadas', interrompendo o fluxo subitamente, gerando os infartos. Descobrimos que esses pacientes têm alteração da formação das plaquetas”, explica o especialista.



Esse mesmo processo ocorre em pacientes com depressão. “A doença emocional, em tese, não é fator de risco pra doença cardíaca, mas pode ser, em determinadas circunstâncias, o fator principal”, endossa Sampaio.



Coração rasgado




Magra, saudável, ativa e aparentemente feliz. Os três adjetivos costumeiramente usados para definir a professora de física Iris Galetti também a mantinham fora do grupo de risco de mulheres com problemas cardíacos.

Em janeiro de 2008, durante uma reunião no colégio onde trabalhava, primeiro dia após as longas férias de verão, a professora sentiu um mal-estar pungente. Uma forte dor no peito e braços dormentes. A pressão, porém, ao ser medida na enfermaria do local de trabalho, estava normal.

Com náuseas e dores no peito, ao chegar ao hospital, Iris descobriu que tinha infartado. Foram oito dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e mais uma semana no quarto, até receber alta. Aos 49 anos, ela tinha perdido boa parte do coração – o ventrículo esquerdo ficou com o músculo praticamente morto.

“Jamais pensei que eu poderia infartar. Minha família tem histórico de câncer, não de problemas cardíacos. Achei que os médicos estavam errados. Nunca fui hipertensa, sedentária, e tenho uma verdadeira obsessão por alimentação saudável.”



Fique atento: Açúcar, sal e cocaína formam "trio assassino" do coração



No entanto, há mais de quatro meses Iris tentava digerir, sozinha, uma mágoa muito profunda. Nas palavras da professora, que prefere reservar a história, a decepção foi difícil de suportar. Por meses, o problema emocional ocupou boa parte de sua vida pessoal.

“Depois do infarto eu me dei conta do que tinha ocorrido. Lembro que o médico que me atendeu quando fiz o segundo cateterismo disse que minha artéria tinha rasgado, como se uma lâmina a tivesse cortado, literalmente.”

O estresse da vida profissional e o excesso de responsabilidades, dentro e fora de casa, somados aos conflitos e decepções pessoais, transformaram-se em um coquetel venenoso para um coração normal, sem problema algum.



O fator genético



A literatura médica mundial aponta que 15% dos infartos sem os fatores de risco tradicionais – cigarro, diabetes, obesidade e hipertensão – foram desencadeados por processos que começaram no âmbito psicológico. A matemática, porém, não é simplista e imediata. Para que o coração partido ultrapasse a metáfora é preciso que exista uma série de combinações genéticas e ambientais.



Coração feminino:



A analogia da chave e da fechadura é a maneira como Sampaio consegue traduzir os preceitos da medicina genética a seus pacientes. Nas palavras do médico, a predisposição dos genes nada mais é do que uma fechadura. “A porta está fechada. A chave é o estresse emocional, e a fechadura sua carga genética. Quando a chave certa encontra a porta certa, a doença aparece.”


O mapeamento genético, porém, não seria uma forma de prevenção. Embora o Projeto Genoma tenha mapeado todos os genes que existem no organismo humano, a medicina ainda não conseguiu antecipar quais combinações entre esses genes são responsáveis por desencadear as mais variadas doenças. A única forma de manter-se longe dos infartos, tradicionais ou atípicos, seria a manutenção da saúde, tanto mental quanto física, defende o médico.


“Hoje os alimentos não são mais saudáveis, passam por agrotóxicos para conservação. Não só comemos mal, como recebemos o alimento em pior estado. A falta de tempo é desculpa para tudo. A pressão do dia a dia faz com que o artifício de relaxamento e prazer seja uma comida calórica, gordurosa. O chocolate nos dá o prazer que não temos no trabalho, na família, na relação sexual. Esse comportamento social do mundo moderno gera pessoas mais expostas.”



A experiência individual não serve apenas de alerta. Para contornar os problemas emocionais, Iris trocou a lousa pelos pincéis – ministra aulas de pintura em faiança para mais de 30 alunos, produz peças para venda e toca o próprio ateliê. O coração bate devagar, quase ao som do new age, música fundo de suas aulas, mas ela se define clinicamente como ótima: controla a alimentação, toma uma taça de vinho nos dias mais agradáveis, pratica atividade física regularmente - uma caminhada leve de 60 minutos - e aposta que ultrapassará a casa dos 100.


Na receita médica, as indicações permanecem universais, e cabe a cada um achar seu componente pessoal: alimentação balanceada, atividade física regular, lazer, tranquilidade e terapia – esvaziar a mente dos problemas e não permitir que eles consumam o organismo – podem ajudar a blindar o coração.


I G
Comer chocolate faz bem à saúde. Confira…

Ahh, quem resiste a um bom chocolate???


Além de delicioso, o chocolate faz bem para a saúde. E não é a gente que está falando isso…

Segundo um estudo inglês, o chocolate amargo, de cacau puro, reduz índices da pressão alta e infarto, combate a depressão, diminui as chances de derrame e ajuda evitar diabete. Também aumenta a produção de serotonina, que é uma substância do cérebro ligada à sensação de prazer e, com isso, alivia a depressão e a ansiedade. As calorias elevam os teores de endorfinas, o que explica a tal sensação de prazer citada pelos consumidores.


Além disso, descobertas científicas revelam que o alimento protege o coração, reforça as defesas do corpo e ainda auxilia no controle do apetite.

Mas é claro que você não deve começar a se entupir de chocolate só porque sabe que ele faz bem pra saúde, até porque ele é um alimento altamente calórico. Tudo o que é em excesso faz mal, e com o chocolate, não é diferente.


O recomendado para consumo é não ultrapassar o limite diário de até 30 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura. Mas isso não é uma regra, pois depende das condições nutricionais individuais.

O chocolate meio amargo ou amargo são os mais saudáveis, pois possuem alta concentração de cacau. A regra é quanto mais escuro o chocolate, mais flavonóides ele tem, portanto mais saudável. O menos indicado é o branco, pois ele não utiliza massa de cacau na sua composição e sim manteiga de cacau, açúcar e leite, portanto, é o mais calórico e gorduroso de todos.

Depois dessas dicas, é só escolher o chocolate de sua preferência e aproveitar os benefícios, sem exageros, é claro.


D C
Dietas da moda: saiba onde mora o perigo
Dieta dos pontos, da USP, Detox.
São tantas opções para emagrecer!
Mas será que as dietas da moda são saudáveis?
De acordo com as nutricionistas Carla Yamashita e Karin Sedó Sarkis, autoras do livro “Alimentação Saudável” (Editora Elsevier, 146 páginas, R$39,90), “o primeiro ponto importante para quem não deseja ser enganado pela informação sedutora, mas nem sempre confiável sobre nutrição, é saber que nenhum alimento sozinho faz milagre. Cada um tem suas qualidades e é necessário que haja harmonia entre eles”.


Alimentação saudável emagrece e protege a saúde


As autoras destacam a importância de uma alimentação variada – que não costuma ser o forte de dietas restritivas e radicais. “Pessoas que seguem uma alimentação saudável são mais resistentes a infecções, têm mais disposição e equilíbrio. De acordo com o Ministério da Saúde, alimentação saudável é aquela que apresenta o consumo de vários tipos de alimentos, que fornecem diferentes nutrientes necessários ao organismo”, completam.


A nutricionista Rosane França alerta para cardápios radicais e restritivos. “Algumas dietas sobrecarregam órgãos, como fígado e rins ou são desaconselhadas para quem sofre de colesterol alto. A carência nutricional ainda pode causar anemia, osteoporose, entre outras doenças. Sendo assim, seguir uma dieta restritiva por muito tempo e sem orientação de profissional especializado pode causar sérios danos à saúde”, explica a profissional.


G 1
Máquina de lavar roupas pode ser perigosa para a saúde

Enquanto as pessoas associam a máquina de lavar com limpeza, algumas estimativas dizem que o interior dela contém em média 100 milhões de bactérias

 Enquanto as pessoas associam a máquina de lavar com limpeza, algumas estimativas dizem que o interior dela contém em média 100 milhões de bactérias. Foto: Getty Images

Especialistas estão preocupados que as tentativas de salvar o planeta diminuindo a temperatura da água em que as roupas são lavadas pode afetar a saúde. Enquanto as pessoas associam a máquina de lavar com limpeza, algumas estimativas dizem que o interior dela contém em média 100 milhões de bactérias E.coli. A informação foi noticiada pelo site Daily Mail.
Um relatório do Fórum Científico Internacional sobre Higiene adverte que a lavagem a baixa temperatura pode não ser forte o suficiente para matar doença e fungos. A professora Sally Bloomfield, da London School, quer uma campanha para educar os consumidores sobre higiene na lavanderia. "Precisamos lavar as roupas de uma forma que não as torne apenas visualmente limpas, mas livre de bactérias."

Suas preocupações são apoiadas por um estudo alemão com roupas contaminadas por Staphylococcus aureus, ligado a infecções do trato urinário e da pele, bem como pneumonia. Pesquisadores descobriram que a única maneira de erradicar a bactéria foi com temperaturas acima de 40 graus.


Terra
Foto: Getty Images
Maracujá tem nutrientes importantes para o organismo em pouquíssimas calorias
Fruta tem efeito refrescante, funciona como calmante natural e combate os radicais livres


Nesta época de primavera, quando todos querem manter a forma e se preparar para o verão, é importante escolher alimentos saudáveis e de baixa caloria. O maracujá é uma fruta que oferece uma série de benefícios e pode ser bastante consumido neste período de mais calor, pois tem também efeito refrescante.


Além de funcionar como calmante natural, a polpa da fruta é rica em vitaminas do complexo B e C, responsáveis entre outras coisas pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. O maracujá contém também vitamina A, que combate os radicais livres, evitando envelhecimento precoce, além de sais minerais — ferro, sódio, cálcio e fósforo. A combinação de todos os nutrientes dá ao maracujá poder antioxidante, que melhora o funcionamento do organismo.


Não bastassem esses benefícios, o maracujá tem baixíssima caloria. Cada fruta tem em média 28 kcal, enquanto uma pera tem 68 kcal e um abacate, 160 kcal.



BEM-ESTAR DO CLICRBS
Universitários bebem mais, diz OMS

Brasileiro bebe 24,4 litros por ano

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou em setembro um estudo sobre o consumo de álcool no mundo. Os dados brasileiros mostram que o consumo médio da população adulta é quatro vezes superior à média mundial. O levantamento indica que os homens brasileiros bebem até 24,4 litros de álcool por ano, enquanto que a média no mundo é de 6,1 litros. Já as mulheres bebem 10 litros em média.

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) também realizou recentemente um estudo sobre o uso do álcool entre os universitários das capitais brasileiras. Os dados apontaram que 80% dos entrevistados menores de 18 anos já beberam pelo menos uma vez na vida. Quase metade consumiu algum tipo de droga.

O Brasil conta hoje com quase 6 milhões de acadêmicos. O estudo da Senad contempla reposta de 18 mil estudantes vinculados a 100 instituições de ensino superior público e privado. Segundo o Ministério da Saúde, o abuso do álcool é responsável por 30% das ocorrências policiais, 20% dos acidentes de trabalho e 75% dos acidentes fatais de trânsito. De acordo com o psicólogo Dionísio Banaszewski, que há mais de 20 anos se dedica ao estudo e ao combate à dependência química, é raro conhecer alguém que não tenha ao menos experimentado bebidas alcoólicas antes dos 18 anos. "Isso acontece porque o consumo é incentivado em todas as situações sociais, mesmo dentro de casa. Via de regra, as pessoas começam a beber em casa", lembra. Banaszewski salienta que a dificuldade na fiscalização da venda de bebidas para menores não pode ser usada como pretexto. "Não é difícil fiscalizar. Diversos países, como o Chile, conseguiram grandes avanços a partir da fiscalização rigorosa", exemplifica. Dados do Ibope apontam que os comerciais de cerveja representam cerca de 80% de toda a propaganda de bebida alcoólica veiculada na TV. Aliado a isso, a OMS revela que a bebida preferida dos brasileiros é justamente a cerveja, com 54% da preferência.
No mundo, quase 2 bilhões de pessoas fazem uso de bebida alcoólica - apontada como agente causador de mais de 60 doenças e com participação em 3,8% das causas de morte. Segundo a OMS, 320 mil jovens entre 15 e 29 anos morrem ao redor do mundo, todos os anos, de causas relacionadas ao uso do álcool. Na comparação com outros países da América Latina, o Brasil aparece em terceiro lugar no consumo de álcool entre os adolescentes. Entre os brasileiros, 48% admitem consumir álcool.




C do Povo
Muito tempo na frente da TV e do computador pode causar problemas de coluna nas crianças
Atividades podem levar a falhas na coordenação motora




As brincadeiras de esconde-esconde e pega-pega são cada vez menos frequentes no cotidiano da maioria das crianças. Hoje, é mais comum ver meninos e meninas em frente ao computador ou jogando videogame. Apesar dos benefícios dessas atividades tecnológicas, em excesso elas também acarretam problemas para a saúde das crianças e adolescentes.

Uma pesquisa da Kaiser Family Foundation demonstra que garotos americanos com faixa etária entre oito e 18 anos passam em média sete horas e 38 minutos por dia em frente a aparelhos eletrônicos como computador e televisão. Ficar tanto tempo realizando atividades deste tipo pode propiciar falhas na coordenação motora, além de problemas graves na coluna.

— A fase de desenvolvimento da criança e do adolescente tem uma maturação óssea muito importante, sendo necessária a boa postura e a prática de exercícios físicos no intuito de evitar deformidades — explica o médico Marcelo Peroco.

A coluna cervical é um dos itens mais importantes do corpo, é ela que dá sustentação e movimento, por isso estar atento aos cuidados básicos é fundamental, principalmente na fase do seu desenvolvimento.

Segundo o médico, a postura incorreta leva a criança a uma inversão na coluna deixando-a em situação de risco, podendo ocorrer um deslocamento em situações de pouco impacto e movimento. O especialista explica que na posição sentada acumulamos maior carga na coluna, por isso, as crianças, assim como os adultos, não devem permanecer por mais de uma hora nesta mesma posição.

Novos riscos para crianças


Doenças como tendinite e hérnia de discos que eram comuns em adultos, agora estão atingindo as crianças. As principais causas costumam ser o sedentarismo precoce e a má postura. A hérnia de disco costuma aparecer em pessoas que não tem uma postura correta no dia a dia, forçando as placas e criando assim uma lesão entre os discos que formam a coluna vertebral.


— O videogame e o computador são atividades que deixam as crianças muito paradas. Nosso corpo precisa de movimento, a musculatura da coluna precisa de exercícios para se fortificar, já que passamos um terço das nossas vidas deitados — explica Peroco.


Para evitar dores precoces e problemas mais graves no futuro, o ideal é que os pais limitem o tempo que a criança pode ficar sentada em frente à televisão ou computador e reserve esses momentos para momentos em que não é possível desenvolver uma atividade aeróbica fora de casa.

— Os pais devem incentivar a criança a brincar e se divertir com atividades como pedalar, correr, praticar um esporte. Na fase que a criança está em formação é de extrema importância que ela se exercite, deixando que a mente e o corpo cresçam e se desenvolvam de forma saudável — afirma.


BEM-ESTAR DO CLICRBS
Excesso de gordura no fígado já atinge 20% dos brasileiros
Esteatose é mais comum após os 40 anos, porém já há uma prevalência alta em adolescentes




A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) emite um alerta: cerca de 20% da população brasileira tem gordura excessiva no fígado, a chamada esteatose, um problema que, se não tratado, pode levar à cirrose e até a transplantes do órgão.



O número de pessoas que tem o fígado gorduroso no país pode ser considerada alta. Para se ter uma ideia, uma doença comum como a diabetes afeta 12% da população. E grande problema é que a maioria não desconfia que seu fígado está doente, pois na maior parte dos casos, não há sintomas.

— É uma doença que tem tido cada vez mais importância e causado um impacto grande na vida e na saúde dos pacientes — afirma o gastroenterologista Roberto Carvalho Filho, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).



Por conta do preocupante cenário, a SBH planeja criar, ainda em 2011, o Dia Nacional de Combate à Esteatose, em parceria com outras sociedades e associações que também lidam com pacientes que têm a doença, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia.



— A epidemia é silenciosa. Todo paciente que tem sobrepeso, alteração no colesterol e é sedentário deveria fazer uma avaliação do fígado — diz o presidente da Sociedade de Hepatologia, Raymundo Paraná.



Foco é prevenir desde cedo



A esteatose é mais comum após os 40 anos, porém um fato tem preocupado os hepatologistas: já há uma prevalência alta em adolescentes. Metade dos 300 jovens de 15 a 19 anos analisados em 2009 pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Unifesp já apresentava a doença, causada, em grande parte, pelos maus hábitos alimentares e pelo sedentarismo.



O problema é ainda mais frequente em quem costuma engordar na região abdominal, mas pessoas que parecem magras e têm uma barriguinha saliente também podem ter o fígado doente.



A esteatose tem três graus de gravidade, que variam de acordo com a quantidade e proporção de gordura no fígado. O grau 3, com mais de 90% de gordura, representa a cirrose, ou seja, a inflamação grave do órgão. Especialistas apontam que cerca de 20% dos pacientes que têm esteatose desenvolverão o quadro mais grave da doença.


Nesses casos — e se a pessoa não faz o tratamento adequado —, a doença pode evoluir para a necessidade de transplantes.



Atitudes saudáveis



1- Maneire no carboidrato, o principal vilão da esteatose. É preciso consumi-los com moderação.



2- Cuidado com o excesso de gorduras saturadas. Diminua o consumo de carnes vermelhas, manteiga, frituras e biscoitos industrializados.

3- Invista nas fibras: aveia, farelo de trigo, massas integrais, frutas e verduras são exemplos de fontes dessas substâncias.


4- Acredite no poder das gorduras do bem: azeite de oliva e óleos como o de canola são recomendados.


5- Conte com os antioxidantes, que ajudam a enfrentar os radicais livres, moléculas que podem prejudicar o corpo e o fígado.

6- Atenção ao álcool. Em regra geral, quanto maior a quantidade e o tempo de consumo, maior a chance de desenvolver danos ao fígado.


7- A dieta balanceada e a prática de exercícios físicos seguem sendo os maiores aliados para ter um fígado saudável.




BEM-ESTAR DO CLICRBS
Banana tem "hormônio do sono" e ainda ajuda a controlar a compulsão por doces
Nutricionista ensina receita de farinha e biomassa de banana verde




A banana é o quarto alimento mais produzido no mundo. Conhecida pelo alto teor de cálcio e potássio, a fruta é benéfica principalmente para os atletas e praticantes de exercícios físicos, pois ajuda e evitar câimbras e dores musculares.



Mas a banana também é um excelente aliado para quem sofre de insônia.

— Ela contém triptofano, um aminoácido precursor da melatonina, hormônio do sono. Sendo uma ótima pedida para se comer à noite. O mesmo aminoácido ainda ajuda a controlar a compulsão por doces — revela a nutricionista Dafne Oliveira.



Conforme a nutricionista, a banana é indicada como sobremesa, pois prolonga a sensação de saciedade. Por isso, ao contrário do que se pensa, é uma ótima opção para quem quer emagrecer.



Uma variedade que faz muito bem para o organismo é a banana verde. Nesse estágio, a fruta é um excelente alimento funcional.


— Por ainda estar verde, ela concentra altas quantidades de fibras solúveis, como a inulina, sendo considerada um prebiótico natural, ou seja, um alimento que contém bactérias boas que auxiliam em nosso intestino — conta explica a nutricionista.


Para o consumo da banana verde, Dafne indica a ingestão na forma de farinha ou de biomassa. A farinha pode ser adicionada em refeições, líquidos, frutas, e até em bolos e pães. Já a biomassa pode ser batida com suco ou vitamina.



Como fazer a biomassa



Coloque três bananas verdes inteiras, com casca, dentro da panela de pressão com água o suficiente para cobri-las. Após o início do vapor, cozinhe as bananas por sete minutos. Desligue o fogo, escorra a água, descasque as bananas e bata a polpa no liquidificador. Guarde a biomassa em um pote de vidro na geladeira por até cinco dias.



Como fazer a farinha de banana verde


Escalde as bananas em água fervente por dois minutos. Descasque e corte-as em tiras. Coloque em um tabuleiro, dispostas lado a lado. Leve ao forno e deixe-as torrar até que fiquem quebradiças e esfarinhando na mão. Passe no liquidificador e depois em uma peneira fina. Use a farinha para fazer bolos, pães, misturar com frutas e saladas.


Fonte: Comida e Receitas
BEM-ESTAR  DO CLICRBS

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O pódio das frutas
As mais energéticas: açaí (495 kcal em 1 tigela pequena), abacate (235 kcal em 1/2 unidades), caqui (90 kcal por unidade) e figo (90 kcal por 3 unidades)
As menos energéticas: melão (20 kcal em 1 fatia) e pêssego (25 kcal em 1 unidade)

As mais ricas em fibras: açaí (35 g em uma tigela pequena) e goiaba (10 g em 1 unidade)

As mais ricas em carotenóides: manga (3600 mcg em 1 unidade), caqui (1800 mcg em 1 unidade)

As mais ricas em vitamina E: abacate (230 mg em 1/2 unidade), açaí (90 mg em 1 tigela pequena)

As mais ricas em potássio: banana (350 mg em 1 unidade) e uva (296 mg em 1 xícara)

As mais ricas em vitamina C: goiaba (370 mg em 1 unidade) e morango (110 mg em 1 xícara)

As mais ricas em cálcio: açaí (236 mg em 1 tigela pequena) e tangerina (40 mg em 1 unidade)

As mais ricas em magnésio: abacate (100 mg em 1/2 unidade) e banana (30 mg em 1 unidade)

As mais ricas em ferro: açaí (25 mg em 1 tigela pequena) e amora (5 mg em 1 copo médio)



Frutas para esportistas

Os esportistas estão sujeitos a algumas condições que podem ser prevenidas e aliviadas com as frutasAnemia: açaí, amora, carambola
Artrite: abacaxi, ameixa e maçã

Cãibras musculares: banana, laranja e melão

Diarréia: maçã sem casca e banana-maçã

Digestão pesada: combinar as refeições pesadas com o abacaxi

Prisão de ventre: maçã com casca, ameixa e figo

Fadiga: banana, uva e figo

Retenção de líquidos: a maioria das frutas, por possuir potássio, pode provocar maior perda de líquido.

Baixar o colesterol: maçã, pêra, abacaxi e pêssego

Ameixa, tônico antiestresse



Contém alta quantidade de fibra sorbitol que estimulam o movimento intestinal e favorecem a evacuação. Dependendo da coloração da fruta, a quantidade de vitaminas que possuem pode variar: as claras são as mais doces e ricas em carotenos, e as com coloração escura contêm mais ferro. Sua riqueza em vitaminas B e C torna essa fruta uma aliada contra o estresse e o suco de ameixa alivia a gota, o reumatismo, a artrite e problemas articulares.



Damasco, a fruta da pele
Tem alto teor de caroteno (provitamina A), vitamina que previne o câncer, regenera os tecidos, e favorece o bronzeado. É rica em ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas B1, B2 e C. Um verdadeiro coquetel contra a fadiga. E só tem 47 kcal.


Figo, para os ossos



Tem cálcio, por isso, é recomendado para esportistas e ajuda a prevenir a osteoporose. Contém benzaldeido, um agente anticancerígeno, flavonóides e uma enzima chamada ficina que ajuda a digestão das proteínas. Além disso, possui ferro, potássio e fibra. As avós utilizavam o látex branco (líquido que sai da planta ao ser cortada) para eliminar as verrugas. Na ásia, o figo é considerado um afrodisíaco natural.


Maçã, o presente de Eva a saúde


Ela é rica em fibra solúvel, regula o colesterol, protege o coração e equilíbra a função intestinal, tanto no caso de diarréia como de prisão de ventre. Contém vitamina C, potássio e é hidratante.

Banana,a barrinha energética



É o alimento dos campeões. Uma comida rápida, ideal para recarregar as energias. Quanto menos maduras, mais ricas em amido. A banana previne as cãibras musculares por sua riqueza em potássio. Também tem magnésio e vitamina B6, vital para levantar seu ânimo e ajudar no metabolismo do corpo.



Melão, o diurético mais natural



É típico das frutas de verão. É rica em potássio (diurético), betacaroteno, vitaminas e com poucas calorias. Quanto mais amarelo o melão, maior é a quantidade de carotenos - responsáveis pelo cuidado de sua pele, melhorando também o seu bronzeado. É considerada uma fruta anticoagulante e um aliado na prevenção de trombose e infartes.


Pêssego, a fruta saborosa



Rica em vitamina C e potássio. Regula o intestino, pois é rico em fibras. Tem baixo teor calórico.



Açaí, o pentacampeão



Esta frutinha amazônica, muito badalada entre os esportivas, sem dúvida nenhuma é pura energia! Rico em vitamina E, o açaí pode ser considerado um poderoso antioxidante. Além de ser rico em cálcio e ferro, que auxiliam na efetiva contração muscular. O alto teor de fibras pode ser ainda maior quando na tigela de açaí vai granola misturada.



Nectarina, o pêssego de pele suave


É uma fruta muito parecida com o pêssego. Contém provitamina A, vitamina B3, ácido fólico, potássio e fibra. Ajuda a regular o colesterol.



Pêra, para refrescar



A pêra é uma fruta que deve ser ingerida madura. É rica em pectina, fibra que regula o intestino melhorando a flora intestinal; contém minerais como o selénio (antioxidante), zinco (aumenta a imunidade) e potássio (diurético e hipotensor). Para os esportistas é uma fruta muito completa.



Abacaxi, para digestão



A cozinha oriental combina pratos com carnes e abacaxi porque favorece a digestão das proteínas. Essa fruta tem uma enzima chamada bromelina. É rica em vitamina C.



Melancia, menos calorias



Se seus problemas são os quilinhos a mais, encha sua geladeira de melancia . Você vai poder comer quantos pedaços quiser, pois é a fruta que tem menos calorias (18 kcal/100 g). É rica em água, fibra , potássio (diuético), vitaminas A, B6 e C e magnésio.


Uva, limpa seu corpo das toxinas
Uma das frutas que trazem mais benefícios para a saúde. É remineralizante, diurética, depurativa, energética. Contém taninos adstringentes, polifenois, resverastrol (principalmente nas uvas escuras) e substâncias com capacidade antitumoral. Uma alimentação rica em uvas garante boa saúde e limpa seu organismo de toxinas.


Agora, gente, um bom proveito disso, ok ?

Mandada por uma internauta de Chapecó (VDM)