Psiquiatra reflete sobre como a pílula anticoncepcional revolucionou a sociedade
Flávio Gikovate comenta as mudanças que o medicamente proporcionou à vida feminina
O lançamento da pílula anticoncepcional, no início dos anos 60, deu às mulheres a opção de decidir quando e quantos filhos gerar. Esse fator, aliado à série de inovações tecnológicas e culturais em andamento na época, acelerou o processo de transformação social e o comportamento das pessoas.
A seguir, o psiquiatra Flávio Gikovate responde a cinco perguntas sobre como os pequenos comprimidos mudaram os rumos da história feminina e da humanidade nos últimos 50 anos.
Quais foram os principais impactos do surgimento da pílula anticoncepcional em relação aos costumes da sociedade?
Flávio Gikovate — A pílula criou condições muito favoráveis para a efetiva emancipação sexual da mulher. A liberdade sexual, ao lado da emancipação financeira que as mulheres começaram a galgar durante a 2º Guerra Mundial, foram preponderantes para afrouxar a dependência da mulher em relação ao homem em todos os aspectos. Em paralelo a isso, a mudança na forma de o casal dançar — com a introdução do rock 'n roll, agora dançam separados — e o apelo da tecnologia — TV, computadores etc — trouxe à tona com muita força o aspecto da individualidade. Mas realmente não sei se as coisas teriam andado da forma como andaram se a pílula anticoncepcional não tivesse sido criada.
É possível comparar a revolução que a pílula proporcionou para a mulher com algum outro marco histórico na vida feminina?
Flávio Gikovate — Acredito que a revolução causada pela pílula possa se comparar ao que significou a 2ª Guerra Mundial para as mulheres. Naquela época, a ida dos homens para os campos de batalha forçou as mulheres a ocuparem postos no mercado de trabalho aos quais antes não tinham acesso. Elas passaram experimentar a independência financeira e, mesmo com o fim da guerra, não deixaram de trabalhar fora. Isso tornou a sociedade mais igualitária. E essa independência econômica se tornou ainda mais marcante com a pílula, anos mais tarde. Isso porque com a pílula, a mulher passou ter oportunidade adiar a maternidade para priorizar a carreira profissional.
Como exatamente a pílula anticoncepcional influenciou a vida profissional das mulheres?
Flávio Gikovate — A possibilidade de programar a gravidez deu à mulher a possibilidade de postergar a maternidade para um período de mais maturidade, quando ela já tem uma carreira profissional consolidada. Além disso, poder optar por quando ter filhos abriu para as mulheres as portas de universos profissionais antes restritos aos homens. Basta vermos que há 50 anos, apenas 10% dos alunos de medicina da Universidade de São Paulo (USP) eram mulheres. Na turma em que me formei eram pouquíssimas médicas. Hoje, nas faculdades de medicina, temos cerca de 60% de mulheres. Na Poli (escola de engenharia da USP), apenas 1% das vagas do curso de engenharia era ocupada por alunas. Atualmente, são 33%. Creio que alcançando níveis de formação cada vez mais avançados, em 20 anos as mulheres passarão a ganhar mais que os homens.
O que significou a pílula anticoncepcional para o papel da mulher na família?
Flávio Gikovate — O que posso dizer é que cada vez mais mulheres optam por adiar ao máximo a maternidade ou escolhem não ter filhos. Isso impacta a família. Podemos olhar o caso da Itália, onde cerca de um terço das mulheres não têm filhos. E isso é uma tendência mundial. Por outro lado, as mudanças dos últimos 50 anos foram muito radicais e grande parte dos indivíduos não conseguiu acompanhar essas mudanças do ponto de vista psicológico. Daí vermos o aumento desenfreado da obesidade e do consumo de drogas e álcool, por exemplo.
De acordo com o IBGE, a taxa de fecundidade brasileira decresceu da média nacional de 6,3 filhos em 1960 para 5,8 filhos em 1970, chegando ao patamar de 2,3 filhos em 2000. Na sua opinião, qual foi o papel da pílula anticoncepcional neste caso? Você acredita que o comportamento da brasileira está evoluindo de forma a diminuir ainda mais a taxa de fecundidade?
Flávio Gikovate — As brasileiras estão seguindo a tendência mundial e tendo cada vez menos filhos. Atualmente, a taxa de fecundidade nacional já está em menos de dois filhos por mulher. Acredito que essa tendência já tenha se consolidado no Brasil.
DONNA ZH ONLINE
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Cigarro é um dos causadores da celulite
Açúcar, gordura, sedentarismo e pouco consumo de água são os fatores mais conhecidos entre as causas da celulite, mas a medicina alerta que outras interferências internas e externas provocam ou aumentam o mal. Vida estressante, tabagismo e predisposição genética também são vilões nesta história.
Estrutura da pele com celulite
Antes de falarmos sobre estes agentes, vamos entender como a celulite se instala no corpo e quais são seus efeitos. A dermatologista Denise Steiner revela que a celulite altera a estrutura da pele de dentro para fora e pode até provocar dor. “A pele sem celulite tem a epiderme a derme e a hipoderme sobrepostas. Na celulite, ocorre a formação de traves onde ficam presas as células gordurosas e as fibras do tecido conjuntivo. Estas traves são formadas por colunas do tecido conjuntivo que ficam perpendiculares a pele. As células gordurosas ficam presas, são hipertrofiadas e acumulam mais gordura. Os vasos ficam com as paredes mais rígidas. O tecido conjuntivo (fibras) também fica endurecido, no que se chama fibrase (caroços). A visão clínica repercute o que acontece internamente. Há depressões porque o tecido conjuntivo puxa a pele para baixo e há aspecto de “casca de laranja”, porque a gordura vasa pelas traves. Os vasos e nervos são comprimidos e provocam dor”, esclarece Denise.
Vilões
Estresse - Essa condição inicialmente emocional interfere no organismo como um todo. O principal fator é o aumento do hormônio chamado cortisol. Este hormônio da família da cortisona favorece a retenção hídrica, interfere na vascularização da pele e, além disso, provoca fome direcionada para vontade de doces.
Herança genética - A celulite não é puramente hereditária, mas a genética influencia muito. O tipo de corpo, pele, predisposição para alterações hormonais, tendência ao sedentarismo são pontos com forte fator hereditário. Quem tem celulite na família deve prevenir o problema evitando dietas desequilibradas e mantendo sempre atividade física. Deve evitar também aumentar o peso.
Tabagismo - Sobre o cigarro, a doutora conclui que: “o fumo é altamente prejudicial, pois interfere na oxigenação da pele e também aumenta a oxidação e inflamação da pele. O colágeno é destruído e a pele fica flácida amarelada”.
Terra
Açúcar, gordura, sedentarismo e pouco consumo de água são os fatores mais conhecidos entre as causas da celulite, mas a medicina alerta que outras interferências internas e externas provocam ou aumentam o mal. Vida estressante, tabagismo e predisposição genética também são vilões nesta história.
Estrutura da pele com celulite
Antes de falarmos sobre estes agentes, vamos entender como a celulite se instala no corpo e quais são seus efeitos. A dermatologista Denise Steiner revela que a celulite altera a estrutura da pele de dentro para fora e pode até provocar dor. “A pele sem celulite tem a epiderme a derme e a hipoderme sobrepostas. Na celulite, ocorre a formação de traves onde ficam presas as células gordurosas e as fibras do tecido conjuntivo. Estas traves são formadas por colunas do tecido conjuntivo que ficam perpendiculares a pele. As células gordurosas ficam presas, são hipertrofiadas e acumulam mais gordura. Os vasos ficam com as paredes mais rígidas. O tecido conjuntivo (fibras) também fica endurecido, no que se chama fibrase (caroços). A visão clínica repercute o que acontece internamente. Há depressões porque o tecido conjuntivo puxa a pele para baixo e há aspecto de “casca de laranja”, porque a gordura vasa pelas traves. Os vasos e nervos são comprimidos e provocam dor”, esclarece Denise.
Vilões
Estresse - Essa condição inicialmente emocional interfere no organismo como um todo. O principal fator é o aumento do hormônio chamado cortisol. Este hormônio da família da cortisona favorece a retenção hídrica, interfere na vascularização da pele e, além disso, provoca fome direcionada para vontade de doces.
Herança genética - A celulite não é puramente hereditária, mas a genética influencia muito. O tipo de corpo, pele, predisposição para alterações hormonais, tendência ao sedentarismo são pontos com forte fator hereditário. Quem tem celulite na família deve prevenir o problema evitando dietas desequilibradas e mantendo sempre atividade física. Deve evitar também aumentar o peso.
Tabagismo - Sobre o cigarro, a doutora conclui que: “o fumo é altamente prejudicial, pois interfere na oxigenação da pele e também aumenta a oxidação e inflamação da pele. O colágeno é destruído e a pele fica flácida amarelada”.
Terra
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Estudo sugere que casais sem filhos têm dieta mais saudável
Pode ser exagero dizer que as crianças deixam você doente, mas um estudo britânico descobriu que casais com crianças têm uma dieta menos saudável do que os casais sem filhos.
Pesquisadores usaram dados de uma pesquisa do governo britânico com 7.014 famílias, que registravam suas compras de alimentos num diário por período de duas semanas, em 2003 e 2004.
As famílias de renda mais alta comeram mais carne, frutas frescas e vegetais, em comparação às outras. A idade influenciou o consumo de gorduras e açúcar o que é reduzido em lares com pessoas de mais idade.
Talvez o mais surpreendente é que o novo estudo, publicado na edição de dezembro do " European Review of Agricultural Economics", descobriu que os casais sem filhos eram os que comiam de forma mais saudável.
Mesmo depois de controlar fatores como idade, renda e outros, em comparação a uma família com crianças, um casal sem filhos consumiu cerca de 2 kg mais frutas e vegetais por pessoa ao longo do período de duas semanas.
Ter crianças em casa também reduziu a demanda por carne, e aumentou o consumo de laticínios, cereais e batata.
"Isso confirma o que nós, como pais, já sabemos", disse um autor do estudo, Richard Tiffin, professor de economia da Universidade de Reading, na Inglaterra. "Por alguma razão, a dinâmica social numa casa com crianças torna a dieta em geral menos saudável".
NEW YORK TIMES
B O L
Pode ser exagero dizer que as crianças deixam você doente, mas um estudo britânico descobriu que casais com crianças têm uma dieta menos saudável do que os casais sem filhos.
Pesquisadores usaram dados de uma pesquisa do governo britânico com 7.014 famílias, que registravam suas compras de alimentos num diário por período de duas semanas, em 2003 e 2004.
As famílias de renda mais alta comeram mais carne, frutas frescas e vegetais, em comparação às outras. A idade influenciou o consumo de gorduras e açúcar o que é reduzido em lares com pessoas de mais idade.
Talvez o mais surpreendente é que o novo estudo, publicado na edição de dezembro do " European Review of Agricultural Economics", descobriu que os casais sem filhos eram os que comiam de forma mais saudável.
Mesmo depois de controlar fatores como idade, renda e outros, em comparação a uma família com crianças, um casal sem filhos consumiu cerca de 2 kg mais frutas e vegetais por pessoa ao longo do período de duas semanas.
Ter crianças em casa também reduziu a demanda por carne, e aumentou o consumo de laticínios, cereais e batata.
"Isso confirma o que nós, como pais, já sabemos", disse um autor do estudo, Richard Tiffin, professor de economia da Universidade de Reading, na Inglaterra. "Por alguma razão, a dinâmica social numa casa com crianças torna a dieta em geral menos saudável".
NEW YORK TIMES
B O L
Médicos alertam para risco das dietas de desintoxicação
As dietas de desintoxicação, que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo, não passam de enganação, dizem especialistas.
Esses regimes, populares no verão, elegem alimentos e receitas que seriam capazes de "limpar" o fígado.
São poucos dias de um cardápio radical, com muito líquido, frutas e combinações duvidosas --como limão com água morna ou pimenta.
"Dieta de desintoxicação é um dos maiores mitos que eu conheço. Nenhum cardápio desintoxica o fígado", diz Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
Segundo o médico, uma das funções do fígado é justamente transformar substâncias nocivas em neutras.
Além disso, a comida, mesmo que em grandes quantidades, não é tóxica, de acordo com Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de SP.
"Não ficamos intoxicados depois de festas em que comemos muito. Nosso organismo compensa os excessos. Podemos nos intoxicar apenas com drogas, medicamentos, álcool ou metais pesados, mas é a longo prazo."
Uma dieta de "detox" radical, que exclua grupos de alimentos, pode causar anemia, deficiência de vitaminas e, pior, intoxicar o fígado.
"O chá-verde, em excesso, é comprovadamente tóxico", afirma Paraná, da Sociedade de Hepatologia. O chá é um dos ingredientes mais usados no "detox".
MAIS LEVE
A psicóloga Mana Mendonça, 34, já fez dias de "detox" só com líquidos, mas sua receita preferida é a de um suco verde, que ela bebe todos os dias pela manhã.
"Vai couve, pepino, cenoura, maçã e linhaça. No começo, eu achava bem ruim e fedido. Hoje acho gostoso."
Ela acredita que a bebida tira as toxinas do corpo e ajuda a emagrecer. "Eu me sinto leve e, quando não tomo, sinto diferença. Meu intestino não funciona direito."
Para a homeopatia, apesar de o organismo eliminar toxinas, dietas de desintoxicação são necessárias.
"O açúcar refinado, a gordura que ingerimos, tudo isso dificulta a eliminação de substâncias nocivas. A intoxicação impede a saúde plena", afirma Carlos Alberto Fiorot, presidente da AMHB (associação de homeopatia).
Para o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, essas dietas só têm efeito psicológico.
"A pessoa toma mais líquidos, come frutas, o intestino funciona melhor e ela tem a sensação de que está se desintoxicando. Mas não serve para nada."
B O L
As dietas de desintoxicação, que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo, não passam de enganação, dizem especialistas.
Esses regimes, populares no verão, elegem alimentos e receitas que seriam capazes de "limpar" o fígado.
São poucos dias de um cardápio radical, com muito líquido, frutas e combinações duvidosas --como limão com água morna ou pimenta.
"Dieta de desintoxicação é um dos maiores mitos que eu conheço. Nenhum cardápio desintoxica o fígado", diz Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
Segundo o médico, uma das funções do fígado é justamente transformar substâncias nocivas em neutras.
Além disso, a comida, mesmo que em grandes quantidades, não é tóxica, de acordo com Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de SP.
"Não ficamos intoxicados depois de festas em que comemos muito. Nosso organismo compensa os excessos. Podemos nos intoxicar apenas com drogas, medicamentos, álcool ou metais pesados, mas é a longo prazo."
Uma dieta de "detox" radical, que exclua grupos de alimentos, pode causar anemia, deficiência de vitaminas e, pior, intoxicar o fígado.
"O chá-verde, em excesso, é comprovadamente tóxico", afirma Paraná, da Sociedade de Hepatologia. O chá é um dos ingredientes mais usados no "detox".
MAIS LEVE
A psicóloga Mana Mendonça, 34, já fez dias de "detox" só com líquidos, mas sua receita preferida é a de um suco verde, que ela bebe todos os dias pela manhã.
"Vai couve, pepino, cenoura, maçã e linhaça. No começo, eu achava bem ruim e fedido. Hoje acho gostoso."
Ela acredita que a bebida tira as toxinas do corpo e ajuda a emagrecer. "Eu me sinto leve e, quando não tomo, sinto diferença. Meu intestino não funciona direito."
Para a homeopatia, apesar de o organismo eliminar toxinas, dietas de desintoxicação são necessárias.
"O açúcar refinado, a gordura que ingerimos, tudo isso dificulta a eliminação de substâncias nocivas. A intoxicação impede a saúde plena", afirma Carlos Alberto Fiorot, presidente da AMHB (associação de homeopatia).
Para o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, essas dietas só têm efeito psicológico.
"A pessoa toma mais líquidos, come frutas, o intestino funciona melhor e ela tem a sensação de que está se desintoxicando. Mas não serve para nada."
B O L
Mito ou verdade:
tomar muito líquido ajuda a combater resfriado?
O conselho para vencer um resfriado é consagrado pelo tempo: tomar bastante líquido e descansar.
Embora seja difícil argumentar contra o descanso, alguns cientistas suspeitam que se entupir de líquidos - isto é, além da quantidade normal necessária em um dia - pode não fazer muito bem.
Em teoria, tomar mais bebidas, como água e suco, ajuda a substituir fluidos perdidos com a febre e evaporação do trato respiratório, além de ajudar a soltar muco. Porém, quando uma equipe de cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, buscaram determinar se esse era de fato o caso, descobriram uma surpreendente escassez de dados na literatura médica.
Para o relatório, publicado no "BMJ" em 2004, "examinamos referências de artigos relevantes e contactamos especialistas no assunto", eles escreveram, mas foram incapazes de encontrar qualquer teste clínico nas últimas quatro décadas que tenha estudado especificamente se o aumento da ingestão de líquidos reduz a gravidade de uma infecção.
Eles encontraram alguma evidência de que, em algumas crianças com pneumonia moderada a grave, o aumento no consumo de líquidos pode contribuir para a hiponatremia, uma deficiência de sódio no sangue. No entanto, outros cientistas apontaram, em resposta, que essas descobertas não devem ser extrapoladas por qualquer infecção respiratória além da pneumonia.
Por fim, os australianos não argumentaram contra a manutenção de uma hidratação adequada durante um resfriado ou outra infecção respiratória superior, mas disseram que o conselho de beber mais líquidos do que o usual deve ser rigorosamente estudado, pois é muito disseminado.
Conclusão: os estudos não validam o antigo conselho de beber muito mais líquido para ajudar a combater um resfriado.
NEW YORK TIMES
B O L
tomar muito líquido ajuda a combater resfriado?
O conselho para vencer um resfriado é consagrado pelo tempo: tomar bastante líquido e descansar.
Embora seja difícil argumentar contra o descanso, alguns cientistas suspeitam que se entupir de líquidos - isto é, além da quantidade normal necessária em um dia - pode não fazer muito bem.
Em teoria, tomar mais bebidas, como água e suco, ajuda a substituir fluidos perdidos com a febre e evaporação do trato respiratório, além de ajudar a soltar muco. Porém, quando uma equipe de cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, buscaram determinar se esse era de fato o caso, descobriram uma surpreendente escassez de dados na literatura médica.
Para o relatório, publicado no "BMJ" em 2004, "examinamos referências de artigos relevantes e contactamos especialistas no assunto", eles escreveram, mas foram incapazes de encontrar qualquer teste clínico nas últimas quatro décadas que tenha estudado especificamente se o aumento da ingestão de líquidos reduz a gravidade de uma infecção.
Eles encontraram alguma evidência de que, em algumas crianças com pneumonia moderada a grave, o aumento no consumo de líquidos pode contribuir para a hiponatremia, uma deficiência de sódio no sangue. No entanto, outros cientistas apontaram, em resposta, que essas descobertas não devem ser extrapoladas por qualquer infecção respiratória além da pneumonia.
Por fim, os australianos não argumentaram contra a manutenção de uma hidratação adequada durante um resfriado ou outra infecção respiratória superior, mas disseram que o conselho de beber mais líquidos do que o usual deve ser rigorosamente estudado, pois é muito disseminado.
Conclusão: os estudos não validam o antigo conselho de beber muito mais líquido para ajudar a combater um resfriado.
NEW YORK TIMES
B O L
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Tempo demais sentado eleva risco cardíaco
Levantar mais vezes, mesmo que seja para beber água ou mudar o canal da televisão, diminui o risco de desenvolver doenças cardíacas.
A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Queensland, Austrália, em estudo publicado hoje na versão on-line da revista "European Heart Journal".
Segundo a pesquisa, até quem é sedentário, mas faz várias pausas para levantar durante o dia, tem menor risco do que quem faz atividades físicas e fica longos períodos sentado.
A pesquisa acompanhou 4.757 pessoas com mais de 20 anos entre 2003 e 2006. Cada voluntário recebeu um aparelho que monitorou a atividade física durante sete dias.
Também foram medidos os níveis de quatro marcadores de risco de doença cardiovascular: a quantidade de uma proteína que sinaliza a formação de aterosclerose, os níveis de HDL (colesterol "bom"), triglicérides e a circunferência abdominal.
Quem se movimentou mais teve todos os índices melhores.
A diferença mais significativa foi na circunferência abdominal: os participantes que ficaram menos tempo sentados sem pausas tiveram, em média, 4,1 centímetros a menos de cintura do que as pessoas que ficaram paradas na mesma posição.
"Já se sabe que a atividade física moderada ou intensa reduz o risco cardiovascular. O surpreendente é que o estudo mostra que mesmo as pequenas quebras no sedentarismo já ajudam", diz Raffael Fraga, cardiologista do Incor (Instituto do Coração).
Segundo Fraga, uma das explicações é que mesmo as atividades físicas mais leves aumentam o gasto energético total diário e, consequentemente, ajudam a diminuir a circunferência abdominal.
A gordura intra-abdominal está relacionada à probabilidade maior de desenvolver aterosclerose e também ao aumento do colesterol.
"Qualquer redução na gordura abdominal já representa uma queda de risco. Quatro centímetros é uma diferença muito grande", diz o cardiologista Ricardo Pavanello, do HCor (Hospital do Coração).
O recomendado, segundo a Federação Internacional de Diabetes, é que mulheres tenham no máximo 80 cm de cintura e homens, 94 cm.
DOSES HOMEOPÁTICAS
Para o cardiologista Antonio Sergio Tebexreni, da Unifesp, a pesquisa mostra que qualquer atividade física é importante.
"É possível dividir os 30 minutos de exercícios em etapas. Se você se movimentar várias vezes durante o trabalho, já é válido."
Além de aumentar o gasto energético total, sair da cadeira e movimentar os músculos das pernas ativa a circulação sanguínea.
"Isso melhora a pressão arterial e ajuda no gasto calórico. Facilita o trabalho do coração, além de prevenir a formação de coágulos."
O cardiologista Nabil Ghorayeb, do HCor, discorda do estudo. Segundo ele, a atividade física só traz benefícios quando é realizada a longo prazo e frequentemente.
"Levantar poucas vezes não muda a vida de ninguém", diz o médico. Para ele, qualquer mudança de hábito para o sedentário faz diferença nas estatísticas, mas isso não quer dizer que o risco cardíaco vá ficar menor.
B O L
Levantar mais vezes, mesmo que seja para beber água ou mudar o canal da televisão, diminui o risco de desenvolver doenças cardíacas.
A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Queensland, Austrália, em estudo publicado hoje na versão on-line da revista "European Heart Journal".
Segundo a pesquisa, até quem é sedentário, mas faz várias pausas para levantar durante o dia, tem menor risco do que quem faz atividades físicas e fica longos períodos sentado.
A pesquisa acompanhou 4.757 pessoas com mais de 20 anos entre 2003 e 2006. Cada voluntário recebeu um aparelho que monitorou a atividade física durante sete dias.
Também foram medidos os níveis de quatro marcadores de risco de doença cardiovascular: a quantidade de uma proteína que sinaliza a formação de aterosclerose, os níveis de HDL (colesterol "bom"), triglicérides e a circunferência abdominal.
Quem se movimentou mais teve todos os índices melhores.
A diferença mais significativa foi na circunferência abdominal: os participantes que ficaram menos tempo sentados sem pausas tiveram, em média, 4,1 centímetros a menos de cintura do que as pessoas que ficaram paradas na mesma posição.
"Já se sabe que a atividade física moderada ou intensa reduz o risco cardiovascular. O surpreendente é que o estudo mostra que mesmo as pequenas quebras no sedentarismo já ajudam", diz Raffael Fraga, cardiologista do Incor (Instituto do Coração).
Segundo Fraga, uma das explicações é que mesmo as atividades físicas mais leves aumentam o gasto energético total diário e, consequentemente, ajudam a diminuir a circunferência abdominal.
A gordura intra-abdominal está relacionada à probabilidade maior de desenvolver aterosclerose e também ao aumento do colesterol.
"Qualquer redução na gordura abdominal já representa uma queda de risco. Quatro centímetros é uma diferença muito grande", diz o cardiologista Ricardo Pavanello, do HCor (Hospital do Coração).
O recomendado, segundo a Federação Internacional de Diabetes, é que mulheres tenham no máximo 80 cm de cintura e homens, 94 cm.
DOSES HOMEOPÁTICAS
Para o cardiologista Antonio Sergio Tebexreni, da Unifesp, a pesquisa mostra que qualquer atividade física é importante.
"É possível dividir os 30 minutos de exercícios em etapas. Se você se movimentar várias vezes durante o trabalho, já é válido."
Além de aumentar o gasto energético total, sair da cadeira e movimentar os músculos das pernas ativa a circulação sanguínea.
"Isso melhora a pressão arterial e ajuda no gasto calórico. Facilita o trabalho do coração, além de prevenir a formação de coágulos."
O cardiologista Nabil Ghorayeb, do HCor, discorda do estudo. Segundo ele, a atividade física só traz benefícios quando é realizada a longo prazo e frequentemente.
"Levantar poucas vezes não muda a vida de ninguém", diz o médico. Para ele, qualquer mudança de hábito para o sedentário faz diferença nas estatísticas, mas isso não quer dizer que o risco cardíaco vá ficar menor.
B O L
Escovas de dentes podem acumular bactérias prejudiciais à saúde em apenas dois meses
Escovas de dentes com dois ou três meses de uso podem ficar cheias de coliformes fecais se não forem higienizadas corretamente
Escova de dente não deve ficar na pia, nem ser enxugada na toalha
Umidade, pouca circulação de ar e restos de comida formam o ambiente mais propício que existe para a proliferação de fungos e bactérias. Não é difícil concluir, portanto, que as escovas de dentes são alvos frequentes de micro-organismos. Para piorar, elas nem sempre ficam dentro do armário do banheiro, por isso estão expostas às gotículas lançadas do vaso sanitário para o ar quando alguém dá a descarga sem fechar a tampa.
Ficou com nojo? Então é bom higienizar as cerdas de vez em quando e, se isso não for possível, trocar a escova com frequência maior que a recomendada. É o que se pode concluir de uma pesquisa realizada na Veris Faculdades, em Campinas, que analisou a presença de diferentes tipos de micro-organismos no utensílio, inclusive coliformes fecais e outras bactérias que podem causar problemas gastrointestinais e febre.
As pesquisadoras Tássia Bulhões e Adriana Perez analisaram dez escovas de dente – metade com dois ou três meses de uso e a outra metade, com apenas um mês. Todas elas apresentaram micro-organismos, mas aquelas usadas por apenas 30 dias tiveram índices bem mais baixos.
Cada escova com mais de um mês de uso continha uma média de 1.100 coliformes fecais, 11 mil bactérias do tipo estafilococos coagulase negativa e cerca de 6.500 bolores e leveduras. Aquelas usadas por somente 30 dias apresentaram apenas 13 estafilococos, uma colônia de fungos e poucos coliformes fecais. A bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada nas escovas usadas por mais tempo, não apareceu nas mais novas.
“Muitos desses micro-organismos têm sua população dobrada em poucos minutos e, se o usuário tem alguma lesão na boca ou gengivite, as portas ficam abertas para infecções que podem ser graves se a pessoa estiver com o sistema imunológico comprometido”, explica a orientadora do trabalho, a professora de microbiologia Rosana Siqueira dos Santos.
Higienização
O estudo chama a atenção para a necessidade de higienizar a escova de dentes todo dia, ou pelo menos uma vez por semana, deixando as cerdas de molho por dez minutos em um recipiente com antisséptico bucal ou solução à base de clorexidina, produtos facilmente encontrados na farmácia. “Se a pessoa não tiver nada em casa, pode mergulhar a escova em água fervente também por dez minutos”, afirma a professora.
Se o usuário não conseguir higienizar a escova, ela sugere trocá-la uma vez por mês, e não acada dois ou três meses, como os próprios fabricantes recomendam.
Outras dicas para evitar a contaminação incluem tirar todo excesso de água com algumas batidinhas após usar a escova, e nunca secá-la com a toalha (que também costuma ser cheia de micro-organismos), nem com papel higiênico (que fica muito próximo do vaso sanitário). Depois do ritual, é bom guardar a escova no armário e o mais longe possível da privada, lembrando sempre que é preciso dar a descarga com a tampa fechada.
Por fim, Santos lembra que as embalagens para guardar a escova, bastante usadas no trabalho ou em viagens, também devem ser higienizadas com frequência.
B O L
Escovas de dentes com dois ou três meses de uso podem ficar cheias de coliformes fecais se não forem higienizadas corretamente
Escova de dente não deve ficar na pia, nem ser enxugada na toalha
Umidade, pouca circulação de ar e restos de comida formam o ambiente mais propício que existe para a proliferação de fungos e bactérias. Não é difícil concluir, portanto, que as escovas de dentes são alvos frequentes de micro-organismos. Para piorar, elas nem sempre ficam dentro do armário do banheiro, por isso estão expostas às gotículas lançadas do vaso sanitário para o ar quando alguém dá a descarga sem fechar a tampa.
Ficou com nojo? Então é bom higienizar as cerdas de vez em quando e, se isso não for possível, trocar a escova com frequência maior que a recomendada. É o que se pode concluir de uma pesquisa realizada na Veris Faculdades, em Campinas, que analisou a presença de diferentes tipos de micro-organismos no utensílio, inclusive coliformes fecais e outras bactérias que podem causar problemas gastrointestinais e febre.
As pesquisadoras Tássia Bulhões e Adriana Perez analisaram dez escovas de dente – metade com dois ou três meses de uso e a outra metade, com apenas um mês. Todas elas apresentaram micro-organismos, mas aquelas usadas por apenas 30 dias tiveram índices bem mais baixos.
Cada escova com mais de um mês de uso continha uma média de 1.100 coliformes fecais, 11 mil bactérias do tipo estafilococos coagulase negativa e cerca de 6.500 bolores e leveduras. Aquelas usadas por somente 30 dias apresentaram apenas 13 estafilococos, uma colônia de fungos e poucos coliformes fecais. A bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada nas escovas usadas por mais tempo, não apareceu nas mais novas.
“Muitos desses micro-organismos têm sua população dobrada em poucos minutos e, se o usuário tem alguma lesão na boca ou gengivite, as portas ficam abertas para infecções que podem ser graves se a pessoa estiver com o sistema imunológico comprometido”, explica a orientadora do trabalho, a professora de microbiologia Rosana Siqueira dos Santos.
Higienização
O estudo chama a atenção para a necessidade de higienizar a escova de dentes todo dia, ou pelo menos uma vez por semana, deixando as cerdas de molho por dez minutos em um recipiente com antisséptico bucal ou solução à base de clorexidina, produtos facilmente encontrados na farmácia. “Se a pessoa não tiver nada em casa, pode mergulhar a escova em água fervente também por dez minutos”, afirma a professora.
Se o usuário não conseguir higienizar a escova, ela sugere trocá-la uma vez por mês, e não acada dois ou três meses, como os próprios fabricantes recomendam.
Outras dicas para evitar a contaminação incluem tirar todo excesso de água com algumas batidinhas após usar a escova, e nunca secá-la com a toalha (que também costuma ser cheia de micro-organismos), nem com papel higiênico (que fica muito próximo do vaso sanitário). Depois do ritual, é bom guardar a escova no armário e o mais longe possível da privada, lembrando sempre que é preciso dar a descarga com a tampa fechada.
Por fim, Santos lembra que as embalagens para guardar a escova, bastante usadas no trabalho ou em viagens, também devem ser higienizadas com frequência.
B O L
Aprenda a evitar o incômodo causado pelas viroses de verão
Febre, vômitos, dores abdominais e diarreia. Se você ou alguém da família estiver com estes sintomas, pode estar com uma das famosas viroses de verão.
Mais comuns durante a estação do calor, as viroses gastrointestinais, ou enteroviroses, estão relacionadas a questões como higiene e alimentação. Alimentos como frutas e verduras não refrigerados ou não lavados adequadamente podem estar contaminados por vírus, bactérias ou parasitas, principais causadores das diarreias agudas.
Outra dica importante é ficar de olho no que se bebe. Para a ingestão, a água deve ser mineral ou fervida. O mesmo vale para o gelo usado para refrescar as bebidas. A orientação é usar a água vinda da torneira somente para banho e serviços domésticos.
Confira as recomendações para garantir um verão sem imprevistos:
::: Evite a automedicação e procure um posto de saúde ou o hospital mais próximo
::: Hidrate-se muito. Consuma bastante água, soro caseiro, sucos e isotônicos
::: Lave bem frutas e verduras antes de consumi-las
::: Mantenha alimentos bem refrigerados
::: Lave sempre as mãos antes de comer
::: Evite consumir bebidas preparadas em locais sem condições de higiene ou que venham com gelo, pois a água pode estar contaminada
::: Prefira alimentos industrializados aos lanches, espetos e outros alimentos vendidos na praia
::: Lave cuidadosamente as mãos, principalmente após usar o banheiro e antes de se alimentar
JSC
Febre, vômitos, dores abdominais e diarreia. Se você ou alguém da família estiver com estes sintomas, pode estar com uma das famosas viroses de verão.
Mais comuns durante a estação do calor, as viroses gastrointestinais, ou enteroviroses, estão relacionadas a questões como higiene e alimentação. Alimentos como frutas e verduras não refrigerados ou não lavados adequadamente podem estar contaminados por vírus, bactérias ou parasitas, principais causadores das diarreias agudas.
Outra dica importante é ficar de olho no que se bebe. Para a ingestão, a água deve ser mineral ou fervida. O mesmo vale para o gelo usado para refrescar as bebidas. A orientação é usar a água vinda da torneira somente para banho e serviços domésticos.
Confira as recomendações para garantir um verão sem imprevistos:
::: Evite a automedicação e procure um posto de saúde ou o hospital mais próximo
::: Hidrate-se muito. Consuma bastante água, soro caseiro, sucos e isotônicos
::: Lave bem frutas e verduras antes de consumi-las
::: Mantenha alimentos bem refrigerados
::: Lave sempre as mãos antes de comer
::: Evite consumir bebidas preparadas em locais sem condições de higiene ou que venham com gelo, pois a água pode estar contaminada
::: Prefira alimentos industrializados aos lanches, espetos e outros alimentos vendidos na praia
::: Lave cuidadosamente as mãos, principalmente após usar o banheiro e antes de se alimentar
JSC
Aparelho promete reduzir as gordurinhas indesejadas
Objetivo do Ultra Cavity é reduzir tecido adiposo e celulite
Quando o sol começa a aparecer e a vontade de ir à praia aumenta é o momento em que as pessoas percebem que tem algumas gordurinhas sobrando aqui, outras ali... E é nessa hora que o problema tem que ser solucionado!
Se você é daquelas que já fez todo tipo de dieta, que compra tudo quanto é revista que garante que perderá "n" quilos se tomar tal chá ou tal sopa, ou passar tal creme, e nada adianta, talvez você ainda não conheça um aparelho que recentemente foi lançado no mercado, o Ultra Cavity.
O aparelho promete resultado em até um mês e uma redução média de até dois centímetros na circunferência corporal na primeira aplicação, o que equivale à redução do tamanho de um manequim.
Para tirar algumas dúvidas sobre o Ultra Cavity, a esteticista Lidiane Amaral, do Spa Urbano Personnalité, que aplica o tratamento, respondeu algumas perguntas:
— O que é o Ultra Cavity?
O Ultra Cavity utiliza uma tecnologia única no processo de cavitação, tendo no mesmo aparelho dois softwares: um para remodelamento corporal, e outro para o tratamento da celulite; e mais dois transdutores para efetuar o tratamento: um focado e um plano, pois a escolha dos transdutores será de acordo com a quantidade de gordura e região a ser tratada, através de ultra-som focalizado e do ultra-som plano cavitacional, atinge as células adiposas com precisão e proporciona redução efetiva da gordura sem pós-operatórios.
— Qual o objetivo do Ultra Cavity?
O objetivo desse aparelho é a redução de tecido adiposo e celulite, criando melhores formas para seu corpo através de remoção efetiva do excesso de células de gordura, sem cirurgia.
— Como funciona o tratamento?
Uma onda de ultra-som atinge seletivamente as células adiposas da região escolhida do corpo e as rompe sem lesionar os tecidos adjacentes, preservando vasos sanguíneos e sistema nervoso.
— Como é a sessão?
Delimitamos a área a ser tratada, aplicamos um gel e com um transdutor vamos passando sobre a gordura. Não injetamos ou cortamos nada já que esse é um tratamento totalmente não invasivo, seguro e sem dor.
— Quais as recomendações após as sessões?
O cliente deve tomar bastante líquido nos três primeiros dias após a sessão, além de evitar alimentos muito gordurosos. Pode-se associar outros tratamentos, como a corrente russa e a drenagem linfática, para acelerar a eliminação da gordura e ajudar na perda de medidas.
— Quais são as contra-indicações?
Não realizamos o tratamento em grávidas e em pessoas com doenças sistêmicas descontroladas.
— Que áreas podem ser tratadas e qual a frequência?
Qualquer região do corpo onde há acúmulo de gordura. O intervalo entre as sessões é, em média, uma semana. O número de sessões varia individualmente, de acordo com a quantidade de gordura na região.
— Qual o valor e as formas de pagamento?
As sessões individuais estão R$ 500 cada, e o pacote com 5 sessões mais o acompanhamento nutricional sai por R$ 1.800. Parcelamos em até 4x no cartão.
HAGAH SC
Objetivo do Ultra Cavity é reduzir tecido adiposo e celulite
Quando o sol começa a aparecer e a vontade de ir à praia aumenta é o momento em que as pessoas percebem que tem algumas gordurinhas sobrando aqui, outras ali... E é nessa hora que o problema tem que ser solucionado!
Se você é daquelas que já fez todo tipo de dieta, que compra tudo quanto é revista que garante que perderá "n" quilos se tomar tal chá ou tal sopa, ou passar tal creme, e nada adianta, talvez você ainda não conheça um aparelho que recentemente foi lançado no mercado, o Ultra Cavity.
O aparelho promete resultado em até um mês e uma redução média de até dois centímetros na circunferência corporal na primeira aplicação, o que equivale à redução do tamanho de um manequim.
Para tirar algumas dúvidas sobre o Ultra Cavity, a esteticista Lidiane Amaral, do Spa Urbano Personnalité, que aplica o tratamento, respondeu algumas perguntas:
— O que é o Ultra Cavity?
O Ultra Cavity utiliza uma tecnologia única no processo de cavitação, tendo no mesmo aparelho dois softwares: um para remodelamento corporal, e outro para o tratamento da celulite; e mais dois transdutores para efetuar o tratamento: um focado e um plano, pois a escolha dos transdutores será de acordo com a quantidade de gordura e região a ser tratada, através de ultra-som focalizado e do ultra-som plano cavitacional, atinge as células adiposas com precisão e proporciona redução efetiva da gordura sem pós-operatórios.
— Qual o objetivo do Ultra Cavity?
O objetivo desse aparelho é a redução de tecido adiposo e celulite, criando melhores formas para seu corpo através de remoção efetiva do excesso de células de gordura, sem cirurgia.
— Como funciona o tratamento?
Uma onda de ultra-som atinge seletivamente as células adiposas da região escolhida do corpo e as rompe sem lesionar os tecidos adjacentes, preservando vasos sanguíneos e sistema nervoso.
— Como é a sessão?
Delimitamos a área a ser tratada, aplicamos um gel e com um transdutor vamos passando sobre a gordura. Não injetamos ou cortamos nada já que esse é um tratamento totalmente não invasivo, seguro e sem dor.
— Quais as recomendações após as sessões?
O cliente deve tomar bastante líquido nos três primeiros dias após a sessão, além de evitar alimentos muito gordurosos. Pode-se associar outros tratamentos, como a corrente russa e a drenagem linfática, para acelerar a eliminação da gordura e ajudar na perda de medidas.
— Quais são as contra-indicações?
Não realizamos o tratamento em grávidas e em pessoas com doenças sistêmicas descontroladas.
— Que áreas podem ser tratadas e qual a frequência?
Qualquer região do corpo onde há acúmulo de gordura. O intervalo entre as sessões é, em média, uma semana. O número de sessões varia individualmente, de acordo com a quantidade de gordura na região.
— Qual o valor e as formas de pagamento?
As sessões individuais estão R$ 500 cada, e o pacote com 5 sessões mais o acompanhamento nutricional sai por R$ 1.800. Parcelamos em até 4x no cartão.
HAGAH SC
sábado, 8 de janeiro de 2011
Comer amêndoas pode prevenir diabetes e doenças cardiovasculares
Foto: Getty Images
Aos que gostam de amêndoa, uma pesquisa da Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey, dos Estados Unidos, indica um motivo a mais para consumi-la. Os testes mostram que este fruto previne diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares em pessoas com pré-diabetes.
Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou 65 adultos pré-diabéticos. Parte deles investiu em uma dieta com a iguaria (aproximadamente 62g por dia) ao longo de 16 semanas.
Exames constataram que o grupo com refeições enriquecidas apresentaram melhorias na sensibilidade à insulina e reduções significativas dos níveis do mau colesterol (LDL), em comparação com os que não saborearam amêndoas. A publicação Journal of American College of Nutrition divulgou os resultados.
Terra
Amêndoas propiciam melhorias na sensibilidade à insulina e reduções dos níveis do mau colesterol
Aos que gostam de amêndoa, uma pesquisa da Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey, dos Estados Unidos, indica um motivo a mais para consumi-la. Os testes mostram que este fruto previne diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares em pessoas com pré-diabetes.
Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou 65 adultos pré-diabéticos. Parte deles investiu em uma dieta com a iguaria (aproximadamente 62g por dia) ao longo de 16 semanas.
Exames constataram que o grupo com refeições enriquecidas apresentaram melhorias na sensibilidade à insulina e reduções significativas dos níveis do mau colesterol (LDL), em comparação com os que não saborearam amêndoas. A publicação Journal of American College of Nutrition divulgou os resultados.
Terra
A importância da casca da jabuticaba
Apesar de pequena, a fruta tem muitas propriedades nutritivas. E a maior parte delas se encontra na casca, que geralmente é descartada
Fruta tipicamente brasileira, era declarada como bem nos testamentos das famílias no século 17. Só que a parte mais saudável, a casca, geralmente é descartada. E é justamente nela que se concentra o elemento mais nutritivo: a antocianina, que é rica em antioxidantes e ajuda a eliminar os radicais livres da circulação sanguínea. Na prática, isso diminui as chances de tumores e infarto. Os antioxidantes são responsáveis ainda por estabilizar a glicose no sangue dos diabéticos. A polpa também tem sua importância nutricional, é lá que encontram os ferro, fósforo e vitamina C. Além da niacina, vitamina do complexo B, que facilita a digestão e a eliminação de toxinas. Casca e polpa contam ainda com a pectina, substância que diminui o colesterol. Se tudo isso não for motivo para correr até a jabuticabeira mais próxima, tem mais um: a casca cozida combate a diarreia. Depois de colhida, a fruta já começa a fermentar, a solução é guardar em um saco plástico na geladeira.
E partir para o ataque o mais rápido possível!
Como: batida sem caroço e com casca com água e limão. Quando: a partir dos seis meses.
Quanto: 50g.
Risco de obesidade: baixo.
Terra
Apesar de pequena, a fruta tem muitas propriedades nutritivas. E a maior parte delas se encontra na casca, que geralmente é descartada
Fruta tipicamente brasileira, era declarada como bem nos testamentos das famílias no século 17. Só que a parte mais saudável, a casca, geralmente é descartada. E é justamente nela que se concentra o elemento mais nutritivo: a antocianina, que é rica em antioxidantes e ajuda a eliminar os radicais livres da circulação sanguínea. Na prática, isso diminui as chances de tumores e infarto. Os antioxidantes são responsáveis ainda por estabilizar a glicose no sangue dos diabéticos. A polpa também tem sua importância nutricional, é lá que encontram os ferro, fósforo e vitamina C. Além da niacina, vitamina do complexo B, que facilita a digestão e a eliminação de toxinas. Casca e polpa contam ainda com a pectina, substância que diminui o colesterol. Se tudo isso não for motivo para correr até a jabuticabeira mais próxima, tem mais um: a casca cozida combate a diarreia. Depois de colhida, a fruta já começa a fermentar, a solução é guardar em um saco plástico na geladeira.
E partir para o ataque o mais rápido possível!
Como: batida sem caroço e com casca com água e limão. Quando: a partir dos seis meses.
Quanto: 50g.
Risco de obesidade: baixo.
Terra
Chocolate que emagrece é promessa de empresa brasileira
Um bombom que ajuda a combater a gordura ingerida durante as refeições é o mais recente lançamento da OligoFlora, empresa paulistana especializada em oligotecnologia, técnica que atua no tratamento de disfunções orgânicas.
A promessa da empresa é a redução de até 5 quilos através da ingestão diária do chocolate aliada à massagens e ainda a uma reeducação alimentar. Todo o tratamento dura sete semanas e é realizado em 15 seções.
Disponível nos sabores castanha de caju, castanha-do-pará, crocante e tradicional, o bombom é composto por proteínas encontradas no feijão branco, que auxiliam na redução da absorção de carboidratos ingeridos diariamente pelo organismo.
Terra
Um bombom que ajuda a combater a gordura ingerida durante as refeições é o mais recente lançamento da OligoFlora, empresa paulistana especializada em oligotecnologia, técnica que atua no tratamento de disfunções orgânicas.
A promessa da empresa é a redução de até 5 quilos através da ingestão diária do chocolate aliada à massagens e ainda a uma reeducação alimentar. Todo o tratamento dura sete semanas e é realizado em 15 seções.
Disponível nos sabores castanha de caju, castanha-do-pará, crocante e tradicional, o bombom é composto por proteínas encontradas no feijão branco, que auxiliam na redução da absorção de carboidratos ingeridos diariamente pelo organismo.
Terra
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Quiropraxia, alívio que vem das mãos
Criada há mais de um século, técnica ajuda no tratamento da dor
Dores na lombar, no pescoço, nas articulações e até enxaqueca. São muitas as razões que levam pacientes a procurar um quiropraxista. A técnica – pouco conhecida no Brasil, mas muito comum nos Estados Unidos – ganha cada vez mais adeptos que buscam ajuda para problemas do sistema neuromusculoesquelético.
O tratamento é feito por meio de ajustes, em que o profissional manipula as articulações com um movimento rápido e preciso, que restaura a função articular e, com isso, provoca um relaxamento da tensão muscular.
Mas os benefícios não param por aí. Segundo o quiropraxista Roger Dunn, muitas pessoas chegam ao consultório para tratar dores pontuais e relatam melhoras em outras áreas da saúde. Isso ocorre porque, ao aliviar a pressão sobre os nervos comprimidos, é liberado um fluxo maior de sangue, que permite uma melhor irrigação dos órgãos.
A quiropraxista Janice Cavalcante explica que muitas situações podem gerar desvios na coluna: má postura, esforços repetitivos, sedentarismo, tombos, entre outros. Segundo ela, é importante procurar tratamento nos primeiros sintomas.
– A maioria das pessoas demora para procurar ajuda de um especialista – alerta, atribuindo esse comportamento à cultura. – Quando uma criança cai, a mãe pega no colo e diz: "Vai passar, não foi nada." E muita gente leva as dores achando que uma hora passa, quando o correto seria, além de tratar, sempre prevenir.
A consulta com um quiropraxista começa com um diagnóstico em que o profissional investiga o histórico do paciente, questiona em quais situações a dor piora ou melhora, faz um teste para avaliar as razões do desconforto e observa vícios de postura e hábitos. Após essa etapa, ele indica o tratamento e dá orientações para a recuperação e a prevenção de lesões.
O resultado do tratamento depende muito do estilo de vida que a pessoa leva. Segundo Janice, o paciente pode ser comparado a uma cartolina dobrada:
– Ele chega aqui e a gente desdobra a cartolina, mas se ele não rever os hábitos, as vértebras voltam para o mesmo lugar.
Ao procurar um quiropraxista, é importante verificar se ele é membro da Associação Brasileira de Quiropraxia. A profissão não é regulamentada no Brasil e existem muitos terapeutas sem formação atuando na área, o que pode representar um risco. Certifique-se de que o profissional tem formação em nível superior em quiropraxia. O curso é oferecido em duas universidades no país.
Diário Catarinense
Criada há mais de um século, técnica ajuda no tratamento da dor
Dores na lombar, no pescoço, nas articulações e até enxaqueca. São muitas as razões que levam pacientes a procurar um quiropraxista. A técnica – pouco conhecida no Brasil, mas muito comum nos Estados Unidos – ganha cada vez mais adeptos que buscam ajuda para problemas do sistema neuromusculoesquelético.
O tratamento é feito por meio de ajustes, em que o profissional manipula as articulações com um movimento rápido e preciso, que restaura a função articular e, com isso, provoca um relaxamento da tensão muscular.
Mas os benefícios não param por aí. Segundo o quiropraxista Roger Dunn, muitas pessoas chegam ao consultório para tratar dores pontuais e relatam melhoras em outras áreas da saúde. Isso ocorre porque, ao aliviar a pressão sobre os nervos comprimidos, é liberado um fluxo maior de sangue, que permite uma melhor irrigação dos órgãos.
A quiropraxista Janice Cavalcante explica que muitas situações podem gerar desvios na coluna: má postura, esforços repetitivos, sedentarismo, tombos, entre outros. Segundo ela, é importante procurar tratamento nos primeiros sintomas.
– A maioria das pessoas demora para procurar ajuda de um especialista – alerta, atribuindo esse comportamento à cultura. – Quando uma criança cai, a mãe pega no colo e diz: "Vai passar, não foi nada." E muita gente leva as dores achando que uma hora passa, quando o correto seria, além de tratar, sempre prevenir.
A consulta com um quiropraxista começa com um diagnóstico em que o profissional investiga o histórico do paciente, questiona em quais situações a dor piora ou melhora, faz um teste para avaliar as razões do desconforto e observa vícios de postura e hábitos. Após essa etapa, ele indica o tratamento e dá orientações para a recuperação e a prevenção de lesões.
O resultado do tratamento depende muito do estilo de vida que a pessoa leva. Segundo Janice, o paciente pode ser comparado a uma cartolina dobrada:
– Ele chega aqui e a gente desdobra a cartolina, mas se ele não rever os hábitos, as vértebras voltam para o mesmo lugar.
Ao procurar um quiropraxista, é importante verificar se ele é membro da Associação Brasileira de Quiropraxia. A profissão não é regulamentada no Brasil e existem muitos terapeutas sem formação atuando na área, o que pode representar um risco. Certifique-se de que o profissional tem formação em nível superior em quiropraxia. O curso é oferecido em duas universidades no país.
Diário Catarinense
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Super-herói do organismo: magnésio é indispensável para saúde
Substância está presente em folhas verdes, cereais integrais, frutos do mar e legumes
Em nosso organismo, ele regula o aproveitamento dos minerais e orienta a síntese de proteínas. Está presente em quantidade adequada nos mananciais de água de áreas de populações longevas, como Japão e norte da Europa. É o magnésio, substância que faz parte do ATP, molécula de energia celular. Ele atua em cerca de 300 reações bioquímicas realizadas diariamente por nosso corpo. Entre as mais importantes está o metabolismo das enzimas. E mais: é um antagonista natural do cálcio no sistema cardiovascular, o que reforça os nossos mecanismos de defesa e a manutenção da saúde.
A fonte natural de magnésio são os alimentos, principalmente as folhas verdes (ele está na base da clorofila), os cereais integrais, os frutos do mar, as plantas oleaginosas, as leguminosas, as sementes e os cereais. As festas de fim de ano foram um bom pretexto para consumir esse mineral. As nozes, tão comuns nas ceias, são riquíssimas em magnésio.
— Estudos publicados em diversas partes do mundo esclarecem os benefícios das nozes para a saúde — afirma o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em seu livro Alimentos Funcionais na Nutrologia Médica (Editora Ottoni).
— Elas são consideradas indispensáveis para quem deseja combater a fadiga e resguardar os ossos. Só não dá para exagerar, pois o fruto da nogueira comum é calórico.
Combate à ressaca
Outro item alimentício generoso em magnésio é a água de coco, um hidratante natural bastante conhecido dos brasileiros e que tem a vantagem, nessa temporada de festas e de excessos, de ajudar no combate à ressaca.
— Ela ajuda a recuperar as perdas dos eletrólitos: sódio, potássio e magnésio — garante o nutrológo Daniel Magnoni.
Parte da dieta
— A ingestão diária depende da necessidade de cada pessoa — afirma o neurologista e médico ortomolecular Arnoldo Velloso da Costa, autor do livro Magnésio — O Que Ele Pode Fazer por Você? (Editora Thesaurus).
Velloso revela que problemas como insônia, enxaqueca e variações dos níveis de açúcar no sangue costumam indicar que o mineral está em falta em nosso organismo. De modo semelhante, quem dorme bem, tem a saúde equilibrada, boa capacidade física e alta disposição física e mental muito provavelmente consome a substância na medida certa.
A falta que o magnésio faz:
::: Cardiovascular: Arritmias, parada cardíaca, morte súbita, palpitações, hipertensão arterial, prolapso da válvula mitral, angina devido ao espasmo coronariano.
::: Digestivo: Constipação, disfagia (dificuldade de deglutição), discinesia biliar.
::: Urinário: Cálculos renais, espasmos no ureter com cólicas.
::: Genital: Cólicas menstruais, hipertensão gestacional (pré-eclâmpsia), podendo induzir convulsões (eclâmpsia).
::: Metabolismo: Intolerância aos carboidratos, resistência insulínica, baixo cálcio sanguíneo, baixo nível de potássio sanguíneo, nível de fosfato elevado no sangue, resistência à vitamina D.
::: Músculo-esquelético: Cãibras musculares, dores musculares, cefaleias, dores cervicais, disfunção têmporo-mandibular, tensão muscular, tetania (espasmos dolorosos), tremores e abalos musculares.
::: Neurológica: Convulsões, enxaquecas, perda da audição, zumbido nos ouvidos, hiperatividade, insônia, sensação de dormência e formigamentos.
::: Mental: Agorafobia, ansiedade, depressão, irritabilidade, síndrome de pânico.
::: Outros: Sensação de aperto no peito, fadiga crônica, compulsão por carboidratos, compulsão por comidas salgadas, fotofobia com normalidade do aparelho ocular, sensibilidade a sons agudos, eritromelalgia.
DIARIO CATARINENSE
Substância está presente em folhas verdes, cereais integrais, frutos do mar e legumes
Em nosso organismo, ele regula o aproveitamento dos minerais e orienta a síntese de proteínas. Está presente em quantidade adequada nos mananciais de água de áreas de populações longevas, como Japão e norte da Europa. É o magnésio, substância que faz parte do ATP, molécula de energia celular. Ele atua em cerca de 300 reações bioquímicas realizadas diariamente por nosso corpo. Entre as mais importantes está o metabolismo das enzimas. E mais: é um antagonista natural do cálcio no sistema cardiovascular, o que reforça os nossos mecanismos de defesa e a manutenção da saúde.
A fonte natural de magnésio são os alimentos, principalmente as folhas verdes (ele está na base da clorofila), os cereais integrais, os frutos do mar, as plantas oleaginosas, as leguminosas, as sementes e os cereais. As festas de fim de ano foram um bom pretexto para consumir esse mineral. As nozes, tão comuns nas ceias, são riquíssimas em magnésio.
— Estudos publicados em diversas partes do mundo esclarecem os benefícios das nozes para a saúde — afirma o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em seu livro Alimentos Funcionais na Nutrologia Médica (Editora Ottoni).
— Elas são consideradas indispensáveis para quem deseja combater a fadiga e resguardar os ossos. Só não dá para exagerar, pois o fruto da nogueira comum é calórico.
Combate à ressaca
Outro item alimentício generoso em magnésio é a água de coco, um hidratante natural bastante conhecido dos brasileiros e que tem a vantagem, nessa temporada de festas e de excessos, de ajudar no combate à ressaca.
— Ela ajuda a recuperar as perdas dos eletrólitos: sódio, potássio e magnésio — garante o nutrológo Daniel Magnoni.
Parte da dieta
— A ingestão diária depende da necessidade de cada pessoa — afirma o neurologista e médico ortomolecular Arnoldo Velloso da Costa, autor do livro Magnésio — O Que Ele Pode Fazer por Você? (Editora Thesaurus).
Velloso revela que problemas como insônia, enxaqueca e variações dos níveis de açúcar no sangue costumam indicar que o mineral está em falta em nosso organismo. De modo semelhante, quem dorme bem, tem a saúde equilibrada, boa capacidade física e alta disposição física e mental muito provavelmente consome a substância na medida certa.
A falta que o magnésio faz:
::: Cardiovascular: Arritmias, parada cardíaca, morte súbita, palpitações, hipertensão arterial, prolapso da válvula mitral, angina devido ao espasmo coronariano.
::: Digestivo: Constipação, disfagia (dificuldade de deglutição), discinesia biliar.
::: Urinário: Cálculos renais, espasmos no ureter com cólicas.
::: Genital: Cólicas menstruais, hipertensão gestacional (pré-eclâmpsia), podendo induzir convulsões (eclâmpsia).
::: Metabolismo: Intolerância aos carboidratos, resistência insulínica, baixo cálcio sanguíneo, baixo nível de potássio sanguíneo, nível de fosfato elevado no sangue, resistência à vitamina D.
::: Músculo-esquelético: Cãibras musculares, dores musculares, cefaleias, dores cervicais, disfunção têmporo-mandibular, tensão muscular, tetania (espasmos dolorosos), tremores e abalos musculares.
::: Neurológica: Convulsões, enxaquecas, perda da audição, zumbido nos ouvidos, hiperatividade, insônia, sensação de dormência e formigamentos.
::: Mental: Agorafobia, ansiedade, depressão, irritabilidade, síndrome de pânico.
::: Outros: Sensação de aperto no peito, fadiga crônica, compulsão por carboidratos, compulsão por comidas salgadas, fotofobia com normalidade do aparelho ocular, sensibilidade a sons agudos, eritromelalgia.
DIARIO CATARINENSE
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Cientista comprova o que médicos propagavam: consumo de fibra ajuda a emagrecer
Presentes em diversos alimentos, as fibras eliminam gorduras e açúcares do organismo
Quem deseja emagrecer sempre ouve o mesmo conselho de médicos e nutricionistas: tenha uma alimentação rica em fibras. E eles têm razão. Essas substâncias alimentares emagrecem, pois quando uma pessoa ingere cereais, leguminosas, arroz, batatas, raízes e frutas sente logo que está satisfeita e come menos carne e outros alimentos ricos em gordura e açúcar.
O nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, de São Paulo, explica que as fibras emagrecem porque dão a sensação de saciedade e a pessoa come menos. Mas elas também desempenham outro papel:
— As fibras regulam a assimilação de gorduras e de açúcares no organismo, pois aprisionam as moléculas de gordura e colesterol presentes em nosso sangue. Ou seja: fazem bem à saúde.
A tese de que as fibras emagrecem não é apenas uma dica médica. Agora tem também respaldo científico. Jaimie Davis, professora do Departamento de Medicina Preventiva na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, apresentou no Congresso Internacional de Obesidade Abdominal, na China, um estudo comprovando a teoria.
— Quanto maior o consumo de fibras, menor o acúmulo de gordura visceral, que fica entre o intestino e outros órgãos abdominais — afirma a cientista.
:: Palavra do especialista
Os alimentos ricos em fibras emagrecem ou essa informação é um mito?
Nenhuma medida isolada permite o equilíbrio saudável do peso corporal. A ingestão de fibras, com certeza, é essencial para a manutenção da saúde, como também auxilia no tratamento da obesidade e no processo de prevenção de uma série de doenças, incluindo osteoporose, arteriosclerose, dislipidemias, diabetes, diarreia, constipação e câncer intestinal.
Além das fibras, que alimentos devem fazer parte da dieta?
Devemos ter uma dieta distribuída e diversificada, de preferência bem colorida, obedecendo, em quantidade, a pirâmide com base em carboidratos (arroz, pães, massas, mandioca, batata etc.); seguida dos vegetais e frutas; depois dos laticínios, carnes, ovos e feijões; e, no topo, em menor quantidade, óleos, gorduras e doces.
O consumo excessivo de fibras pode trazer danos ao organismo? Quais?
Dificilmente, as fibras trariam danos quando naturalmente presentes em alimentos selecionados para nossas refeições diárias. O consumo excessivo seria mais provável com o uso sem orientação médico-nutricional de fibras industrializadas. Seriam basicamente desarranjos intestinais, sobretudo constipação.
O consumo de fibras pode engordar em vez de emagrecer?
Não existe essa possibilidade.
José Roberto de Deus Macêdo é nutrólogo do Hospital Dr. Jk.
DONNA ZH
Presentes em diversos alimentos, as fibras eliminam gorduras e açúcares do organismo
Quem deseja emagrecer sempre ouve o mesmo conselho de médicos e nutricionistas: tenha uma alimentação rica em fibras. E eles têm razão. Essas substâncias alimentares emagrecem, pois quando uma pessoa ingere cereais, leguminosas, arroz, batatas, raízes e frutas sente logo que está satisfeita e come menos carne e outros alimentos ricos em gordura e açúcar.
O nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, de São Paulo, explica que as fibras emagrecem porque dão a sensação de saciedade e a pessoa come menos. Mas elas também desempenham outro papel:
— As fibras regulam a assimilação de gorduras e de açúcares no organismo, pois aprisionam as moléculas de gordura e colesterol presentes em nosso sangue. Ou seja: fazem bem à saúde.
A tese de que as fibras emagrecem não é apenas uma dica médica. Agora tem também respaldo científico. Jaimie Davis, professora do Departamento de Medicina Preventiva na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, apresentou no Congresso Internacional de Obesidade Abdominal, na China, um estudo comprovando a teoria.
— Quanto maior o consumo de fibras, menor o acúmulo de gordura visceral, que fica entre o intestino e outros órgãos abdominais — afirma a cientista.
:: Palavra do especialista
Os alimentos ricos em fibras emagrecem ou essa informação é um mito?
Nenhuma medida isolada permite o equilíbrio saudável do peso corporal. A ingestão de fibras, com certeza, é essencial para a manutenção da saúde, como também auxilia no tratamento da obesidade e no processo de prevenção de uma série de doenças, incluindo osteoporose, arteriosclerose, dislipidemias, diabetes, diarreia, constipação e câncer intestinal.
Além das fibras, que alimentos devem fazer parte da dieta?
Devemos ter uma dieta distribuída e diversificada, de preferência bem colorida, obedecendo, em quantidade, a pirâmide com base em carboidratos (arroz, pães, massas, mandioca, batata etc.); seguida dos vegetais e frutas; depois dos laticínios, carnes, ovos e feijões; e, no topo, em menor quantidade, óleos, gorduras e doces.
O consumo excessivo de fibras pode trazer danos ao organismo? Quais?
Dificilmente, as fibras trariam danos quando naturalmente presentes em alimentos selecionados para nossas refeições diárias. O consumo excessivo seria mais provável com o uso sem orientação médico-nutricional de fibras industrializadas. Seriam basicamente desarranjos intestinais, sobretudo constipação.
O consumo de fibras pode engordar em vez de emagrecer?
Não existe essa possibilidade.
José Roberto de Deus Macêdo é nutrólogo do Hospital Dr. Jk.
DONNA ZH
Males modernos: crescem os casos de ansiedade, pânico e estresse
Exames como os de sangue e ressonâncias apontarão transtornos mentais
O ritmo de vida cada vez mais agitado e a ansiedade à flor da pele estressam e deixam a população suscetível à depressão, mal desta e das últimas décadas. E pelo o que prevêem os especialistas os próximos anos não devem ser diferentes. Mas a depressão não vai reinar absoluta. Deverá ter a companhia de outros transtornos mentais na galeria de grandes problemas de saúde do século 21. Os transtornos de ansiedade, em ascensão devido às condições da vida moderna, deverão atingir um número crescente de vítimas nos próximos anos.
O que tende a revolucionar a área da psiquiatria são os diagnósticos. Hoje, um paciente chega ao consultório, relata os seus sintomas e o médico, por exclusão, determina o transtorno que ele apresenta. Tudo indica que o movimento veloz da ciência aprimorará exames como os de sangue e ressonâncias magnéticas, que serão capazes de dar um diagnóstico mais preciso.
— Ainda trabalhamos como no século passado. Indicamos um tratamento a partir de relatos e de exclusão de outras síndromes. A grande descoberta no futuro deve ser de técnicas aprimoradas de exames computadorizados e laboratoriais que apontem com precisão, pela área atingida do cérebro, que tipos e transtorno o paciente tem — aposta o psiquiatra Marcelo Basso de Sousa.
Mas, enquanto os grande anúncios na área de diagnóstico não chegam, as promessas são fortes para que a população desfrute de medicamentos mais potentes para a depressão. Os que estão disponíveis atuam nos hormônios cerotonina e noradrenalina. Aqueles que devem chegar ao mercado nos próximos cinco a 10 anos prometem ser neuroprotetores. Ou seja, estimularão a emissão de novas ramificações dos neurônios — ação que faz com que, inclusive, a memória seja potencializada.
EM ASCENSÃO
Confira alguns dos distúrbios que podem se intensificar nos próximos anos entre a população:
Distúrbio de ansiedade generalizada— É marcado por uma sensação constante de ansiedade, combinada a sintomas como suor nas extremidades, falta de ar, agitação e dificuldade para relaxar. Podem aparecer insônia, falta ou excesso de apetite, com comprometimento das relações sociais e da saúde sexual.
Transtorno do pânico — Aparece em decorrência de alguma situação traumática específica que a pessoa tenha vivido, além de uma predisposição pessoal. Um episódio de maior estresse pode desenvolver transtornos específicos como pânico de elevador ou de sair sozinha à rua. Pode desencadear sintomas como agitação, calor, sudorese, agitação.
Estresse pós-traumático — Similar ao estresse pós-guerra. Após uma situação extrema de tensão, como um assalto, até alguns dias depois do episódio podem surgeir sintomas como insônia, mudanças de apetite e alterações de humor, impedindo que a pessoa leve seu ritmo de vida normal.
Transtorno obsessivo-compulsivo — É marcado pela repetição de determinadas ações ou pensamentos, como verificar várias vezes se a porta está mesmo trancada ao sair de casa. Pode ser motivo de grande sofrimento psicológico para o paciente.
CADERNO VIDA - ZH
Exames como os de sangue e ressonâncias apontarão transtornos mentais
O ritmo de vida cada vez mais agitado e a ansiedade à flor da pele estressam e deixam a população suscetível à depressão, mal desta e das últimas décadas. E pelo o que prevêem os especialistas os próximos anos não devem ser diferentes. Mas a depressão não vai reinar absoluta. Deverá ter a companhia de outros transtornos mentais na galeria de grandes problemas de saúde do século 21. Os transtornos de ansiedade, em ascensão devido às condições da vida moderna, deverão atingir um número crescente de vítimas nos próximos anos.
O que tende a revolucionar a área da psiquiatria são os diagnósticos. Hoje, um paciente chega ao consultório, relata os seus sintomas e o médico, por exclusão, determina o transtorno que ele apresenta. Tudo indica que o movimento veloz da ciência aprimorará exames como os de sangue e ressonâncias magnéticas, que serão capazes de dar um diagnóstico mais preciso.
— Ainda trabalhamos como no século passado. Indicamos um tratamento a partir de relatos e de exclusão de outras síndromes. A grande descoberta no futuro deve ser de técnicas aprimoradas de exames computadorizados e laboratoriais que apontem com precisão, pela área atingida do cérebro, que tipos e transtorno o paciente tem — aposta o psiquiatra Marcelo Basso de Sousa.
Mas, enquanto os grande anúncios na área de diagnóstico não chegam, as promessas são fortes para que a população desfrute de medicamentos mais potentes para a depressão. Os que estão disponíveis atuam nos hormônios cerotonina e noradrenalina. Aqueles que devem chegar ao mercado nos próximos cinco a 10 anos prometem ser neuroprotetores. Ou seja, estimularão a emissão de novas ramificações dos neurônios — ação que faz com que, inclusive, a memória seja potencializada.
EM ASCENSÃO
Confira alguns dos distúrbios que podem se intensificar nos próximos anos entre a população:
Distúrbio de ansiedade generalizada— É marcado por uma sensação constante de ansiedade, combinada a sintomas como suor nas extremidades, falta de ar, agitação e dificuldade para relaxar. Podem aparecer insônia, falta ou excesso de apetite, com comprometimento das relações sociais e da saúde sexual.
Transtorno do pânico — Aparece em decorrência de alguma situação traumática específica que a pessoa tenha vivido, além de uma predisposição pessoal. Um episódio de maior estresse pode desenvolver transtornos específicos como pânico de elevador ou de sair sozinha à rua. Pode desencadear sintomas como agitação, calor, sudorese, agitação.
Estresse pós-traumático — Similar ao estresse pós-guerra. Após uma situação extrema de tensão, como um assalto, até alguns dias depois do episódio podem surgeir sintomas como insônia, mudanças de apetite e alterações de humor, impedindo que a pessoa leve seu ritmo de vida normal.
Transtorno obsessivo-compulsivo — É marcado pela repetição de determinadas ações ou pensamentos, como verificar várias vezes se a porta está mesmo trancada ao sair de casa. Pode ser motivo de grande sofrimento psicológico para o paciente.
CADERNO VIDA - ZH
domingo, 2 de janeiro de 2011
Consumo exagerado de sal aumenta risco de hipertensão em saudáveis
Uso de sal light ou temperos à base de ervas podem ser alternativas
Quem sofre de pressão alta bem sabe a importância de comer bem sem abusar do sal. O uso de sal light ou a substituição do saleiro na mesa por temperos à base de ervas podem ser boas alternativas para os hipertensos.
O excesso de sódio no organismo — a substância é um dos principais componentes do sal refinado — aumenta a pressão arterial. Portanto, o consumo exagerado também aumenta os riscos de pessoas saudáveis desenvolverem hipertensão.
Apesar de ser uma doença de base genética, a hipertensão está associada a alguns fatores de risco, como o consumo exagerado de sal e de álcool e a obesidade, segundo a cardiologista Maria Teresa Nogueira Bombig. Ela destaca que os hipertensos têm mais chances de ter acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto.
::: Brasileiros costumam colocar muito sal na comida. Enquanto o índice diário tolerável de sal para pessoas saudáveis é de cinco a seis gramas, costumamos ingerir 12 gramas.
::: O crescimento do consumo de produtos industrializados também traz mais sódio à dieta. Embutidos e enlatados devem ser evitados.
::: Diminua o uso de sal optando por temperos como manjericão, orégano e cebola.
Donna DC
Uso de sal light ou temperos à base de ervas podem ser alternativas
Quem sofre de pressão alta bem sabe a importância de comer bem sem abusar do sal. O uso de sal light ou a substituição do saleiro na mesa por temperos à base de ervas podem ser boas alternativas para os hipertensos.
O excesso de sódio no organismo — a substância é um dos principais componentes do sal refinado — aumenta a pressão arterial. Portanto, o consumo exagerado também aumenta os riscos de pessoas saudáveis desenvolverem hipertensão.
Apesar de ser uma doença de base genética, a hipertensão está associada a alguns fatores de risco, como o consumo exagerado de sal e de álcool e a obesidade, segundo a cardiologista Maria Teresa Nogueira Bombig. Ela destaca que os hipertensos têm mais chances de ter acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto.
::: Brasileiros costumam colocar muito sal na comida. Enquanto o índice diário tolerável de sal para pessoas saudáveis é de cinco a seis gramas, costumamos ingerir 12 gramas.
::: O crescimento do consumo de produtos industrializados também traz mais sódio à dieta. Embutidos e enlatados devem ser evitados.
::: Diminua o uso de sal optando por temperos como manjericão, orégano e cebola.
Donna DC
Vida longa: avanços da medicina permitirão ao homem chegar saudável aos 120 anos
Nas últimas cinco décadas houve um aumento de 600% no contingente de idosos no Brasil
A engenharia genética já é capaz de selecionar embriões e dar continuidade apenas à gestação de bebês saudáveis. Pesquisas em células-tronco e o estudo de medicamentos inteligentes apontam uma esperança de cura para doenças como o câncer. Vacinas para prevenir o HIV estão em fase final de estudo. Todas essas novidades fazem parte de um conjunto de avanços da ciência que ao longo dos anos vêm propiciando uma vida mais longa ao homem.
Como reflexo dessa revolução médica, nas últimas cinco décadas houve um aumento de 600% no contingente de idosos no Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os homens da época Medieval, por exemplo, eram considerados velhos aos 30 anos. Nos anos 2000, um indivíduo de 80 vai à academia, faz caminhadas, dança e dá um baile em muitos mocinhos. Generosas, as projeções apontam uma expectativa de vida de 85 anos em 2025 e não será nada surpreendente pessoas chegando aos 120 por volta de 2050.
Essa reviravolta na área médica já era premonitória há quase duas décadas. Em outubro de 1991, quando nascia o Caderno Vida já se falava nos frutos que seriam colhidos com o conhecimento aprofundado da genética. A coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Imunodiagnóstico da Faculdade de Farmácia, da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Virgínia Minghelli Schmitt, lembra que os avanços possibilitaram, por exemplo, a geração de clones e transgênicos e potencializaram o uso da terapia com células-tronco, uma área da genética na qual se deposita a esperança de cura de doenças hoje ainda não debeladas pela medicina.
Depois da avalanche de descobertas, a batalha mais ferrenha agora reside na busca pela qualidade de vida. A tendência é de que os cuidados com a saúde caminhem cada vez mais para uma medicina especializada, onde não haverá tratamento para um problema e sim para o seu problema. De acordo com o geriatra Rodolfo Herberto Schneider, o cenário positivo se deve ao maior conhecimento das doenças — resultado de campanhas de conscientização eficientes e diagnósticos mais precisos:
— As pessoas que daqui a cinco décadas terão 80 anos são de uma geração com mais informação pela internet e que já sabem como prevenir doenças.
Maria Cristina Cachapuz Berleze, gestora do serviço de geriatria do Hospital Mãe de Deus, também é otimista. Para a médica, o trabalho deve estar centrado nos hábitos do dia a dia.
— Não é o material genético que auxilia no envelhecimento saudável, mas, sim, o estilo de vida de cada um — orienta Maria Cristina.
A geriatra Carla Schwanke, professora do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS, sugere mudanças urgentes na sociedade:
— É preciso dar início a um levante na escola, na pediatra, na mídia, na ginecologista, no educador físico da academia, no cardiologista. Todos precisam estar afinados no objetivo de um envelhecimento de sucesso.
Já que viveremos mais, o que devemos fazer para sermos idosos saudáveis?
A resposta e as projeções para os próximos anos estão reunidas nas próximas páginas. Veja o que a medicina do futuro tem a oferecer.
LONGEVIDADE
A evolução da medicina
Até anos 50
As pessoas morriam de doenças infectocontagiosas, como pestes e tuberculose.
Anos 50 em diante
Houve uma revolução na área médica com o lançamento de antibióticos e melhora na higiene hospitalar. As pessoas passaram a morrer de doenças crônico-degenerativas.
Anos 70
Foi a vez da tecnologia do DNA recombinante, que possibilitou a síntese de medicamentos. A insulina, por exemplo, que até então era extraída de animais e vendida a preços exorbitantes, passou a ser fabricada a partir do gene humano da insulina, resultando na produção em larga escala a preços mais acessíveis.
Anos 80
Os diagnósticos avançaram em termos de precisão, sobretudo em razão da revolução da informática.
Anos 90
— A genética molecular humana passou a ser usada em diagnósticos e tratamentos.
— Desde 1995, com a chegada de computadores e softwares de imagem mais potentes, exames como a ressonância magnética foram capazes de detalhar ainda mais o corpo humano e colaborar para que os procedimentos cirúrgicos fossem mais eficientes.
CADERNO VIDA - ZH
Nas últimas cinco décadas houve um aumento de 600% no contingente de idosos no Brasil
A engenharia genética já é capaz de selecionar embriões e dar continuidade apenas à gestação de bebês saudáveis. Pesquisas em células-tronco e o estudo de medicamentos inteligentes apontam uma esperança de cura para doenças como o câncer. Vacinas para prevenir o HIV estão em fase final de estudo. Todas essas novidades fazem parte de um conjunto de avanços da ciência que ao longo dos anos vêm propiciando uma vida mais longa ao homem.
Como reflexo dessa revolução médica, nas últimas cinco décadas houve um aumento de 600% no contingente de idosos no Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os homens da época Medieval, por exemplo, eram considerados velhos aos 30 anos. Nos anos 2000, um indivíduo de 80 vai à academia, faz caminhadas, dança e dá um baile em muitos mocinhos. Generosas, as projeções apontam uma expectativa de vida de 85 anos em 2025 e não será nada surpreendente pessoas chegando aos 120 por volta de 2050.
Essa reviravolta na área médica já era premonitória há quase duas décadas. Em outubro de 1991, quando nascia o Caderno Vida já se falava nos frutos que seriam colhidos com o conhecimento aprofundado da genética. A coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Imunodiagnóstico da Faculdade de Farmácia, da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Virgínia Minghelli Schmitt, lembra que os avanços possibilitaram, por exemplo, a geração de clones e transgênicos e potencializaram o uso da terapia com células-tronco, uma área da genética na qual se deposita a esperança de cura de doenças hoje ainda não debeladas pela medicina.
Depois da avalanche de descobertas, a batalha mais ferrenha agora reside na busca pela qualidade de vida. A tendência é de que os cuidados com a saúde caminhem cada vez mais para uma medicina especializada, onde não haverá tratamento para um problema e sim para o seu problema. De acordo com o geriatra Rodolfo Herberto Schneider, o cenário positivo se deve ao maior conhecimento das doenças — resultado de campanhas de conscientização eficientes e diagnósticos mais precisos:
— As pessoas que daqui a cinco décadas terão 80 anos são de uma geração com mais informação pela internet e que já sabem como prevenir doenças.
Maria Cristina Cachapuz Berleze, gestora do serviço de geriatria do Hospital Mãe de Deus, também é otimista. Para a médica, o trabalho deve estar centrado nos hábitos do dia a dia.
— Não é o material genético que auxilia no envelhecimento saudável, mas, sim, o estilo de vida de cada um — orienta Maria Cristina.
A geriatra Carla Schwanke, professora do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS, sugere mudanças urgentes na sociedade:
— É preciso dar início a um levante na escola, na pediatra, na mídia, na ginecologista, no educador físico da academia, no cardiologista. Todos precisam estar afinados no objetivo de um envelhecimento de sucesso.
Já que viveremos mais, o que devemos fazer para sermos idosos saudáveis?
A resposta e as projeções para os próximos anos estão reunidas nas próximas páginas. Veja o que a medicina do futuro tem a oferecer.
LONGEVIDADE
A evolução da medicina
Até anos 50
As pessoas morriam de doenças infectocontagiosas, como pestes e tuberculose.
Anos 50 em diante
Houve uma revolução na área médica com o lançamento de antibióticos e melhora na higiene hospitalar. As pessoas passaram a morrer de doenças crônico-degenerativas.
Anos 70
Foi a vez da tecnologia do DNA recombinante, que possibilitou a síntese de medicamentos. A insulina, por exemplo, que até então era extraída de animais e vendida a preços exorbitantes, passou a ser fabricada a partir do gene humano da insulina, resultando na produção em larga escala a preços mais acessíveis.
Anos 80
Os diagnósticos avançaram em termos de precisão, sobretudo em razão da revolução da informática.
Anos 90
— A genética molecular humana passou a ser usada em diagnósticos e tratamentos.
— Desde 1995, com a chegada de computadores e softwares de imagem mais potentes, exames como a ressonância magnética foram capazes de detalhar ainda mais o corpo humano e colaborar para que os procedimentos cirúrgicos fossem mais eficientes.
CADERNO VIDA - ZH
Fonte de vitalidade: idosos aderem ao pilates para manter saúde em dia
Atividade de baixo impacto pode ser personalizada de acordo com limitações da terceira idade
Foi-se o tempo em que restavam aos avós atividades pacatas como tricotar, jogar gamão e afins. Hoje, eles estão cada vez mais ativos, levando vantagem sobre muitos garotões por aí.
Não é à toa que a melhor idade venha aderindo em massa ao pilates, programa de condicionamento físico que proporciona múltiplos benefícios. O praticante pode, simultaneamente, trabalhar a flexibilidade, incrementar a consciência corporal e ganhar massa muscular. A atividade é de baixo impacto e personalizada, já que as turmas costumam ter, no máximo, três alunos.
A bailarina Alice Becker é uma das responsáveis pela introdução do método no Brasil. Ela travou contato com os ensinamentos de Joseph Pilates há 18 anos, nos Estados Unidos, enquanto se recuperava de uma grave contusão no joelho.
Os resultados promissores levaram-na a abrir uma empresa especializada em cursos e equipamentos. Segundo ela, o método é perfeito para o público maduro.
— Com a idade, as pessoas tendem a perder o equilíbrio, elas ficam com medo de cair e acabam restringindo seus movimentos. Os exercícios são pensados de forma a ajudar a superar os desafios de cada um. Aos poucos, recupera-se a confiança — avalia.
Funcionalidade
Outra vantagem, segundo Alice, é que os treinos simulam atividades do dia a dia.
— Os movimentos têm enfoque funcional: o aluno aprende a se sentar de maneira correta, a agachar, enfim, a realizar as funções normais, conquistando um corpo que execute bem essas funções.
João Bosco, 69 anos, concilia treinos regulares de pilates com os gramados de futebol. Orgulhoso de suas atividades, o aposentado relata que a prática lhe rendeu força física e uma melhor postura.
— Estou com porte de militar. Além disso, senti melhoras no meu equilíbrio e hoje eu atravesso a rua com mais segurança comemora. Ele buscou o método para combater — dores no joelho que vinha sentindo.
— Fortaleci a musculatura da coxa - isso me ajudou no futebol e me deixou mais ativo para brincar com os meus netos — detalha.
O educador físico Luís Fernando Jardim, que trabalhou com musculação durante 13 anos, dedica-se ao ensino de pilates há dois.
— É um trabalho feito de forma global, enquanto na musculação os exercícios são segmentados. A riqueza dessa técnica está em conceber o corpo como um todo e observar a individualidade de cada aluno — resume.
Foco na respiração
No pilates, os exercícios são feitos de forma precisa. Durante os movimentos, é necessário manter o foco na respiração e na contração constante dos músculos abdominais.
— Quando você aciona essa caixa de força, são recrutados os músculos responsáveis pela estabilidade do corpo — ensina o professor Fábio Pires. Com o progresso da consciência corporal, as pessoas aprendem a usar os músculos na medida certa, previnindo lesões.
História do Pilates
::: Joseph Pilates nasceu em Mönchengladbach, na Alemanha, em 1881. Ele sofria de raquitismo e febre reumática. Talvez por isso, dedicou a vida a estudar métodos que o ajudassem a melhorar sua condição física.
::: Na juventude, Pilates estudou e especializou-se em musculação, mergulho, esqui e ginástica. No período da Primeira Guerra, foi mandado para uma ilha inglesa onde trabalhou num hospital com exilados e mutilados.
::: Lá, ele iniciou o desenvolvimento da técnica que utilizava molas nas macas do hospital para a realização de exercícios de reabilitação. Anos depois, retornou à Alemanha, onde permaneceu pouco tempo.
::: Finalmente, em 1923, Pilates mudou-se para Nova York e abriu seu primeiro Studio de Pilates. A partir dos anos 1940, seu trabalho começou a ter repercussão, principalmente entre os dançarinos. Trabalhou até sua morte, em 1967, aos 87 anos. Sua esposa, Clara Pilates, assumiu a direção do estúdio, dando continuidade ao seu legado.
CORREIO BRAZILIENSE
Futuro da medicina: remédios poderão combater o câncer
Perfil da doença será mais crônico do que letal
Isso não significa que uma vitória definitiva é esperada para breve, mas a multiplicação de "remédios inteligentes" (veja box) capazes de combater com maior precisão tumores específicos. Embora o número de casos deva continuar em elevação pelos próximos 30 anos, devido ao envelhecimento da população mundial, a chance de um paciente sobreviver será cada vez maior.
Em vez de buscar uma substância milagrosa, capaz de derrotar todo tipo de neoplasia, nos últimos 10 anos os cientistas se empenharam em estudar como cada tipo de tumor se comporta: investigar seu DNA, como se origina e se esconde do sistema imune dos pacientes, de que maneira se espalha pelo corpo. Essa pesquisa vem apontando pontos frágeis capazes de serem explorados por uma nova classe de medicamentos.
— Quanto mais entendemos como os tumores se formam e se comportam, mais eficazes são os novos remédios que produzimos — afirma o diretor do Serviço de Oncologia e professor da Faculdade de Medicina da PUCRS, Bernardo Garicochea.
Ele dá um exemplo. Recentemente, percebeu-se que 25% das vítimas de câncer de mama apresentam níveis elevados de uma proteína chamada HER-2. Em seguida, descobriram que a proliferação se devia ao fato de que essa substância era vital para o tumor. Ao desenvolver um remédio que reduz a quantidade de HER-2, os médicos ganharam terreno na guerra contra o câncer de mama. Um método semelhante foi desenvolvido para um tipo de câncer de intestino.
— Há dezenas de exemplos como esses, em que defeitos genéticos viram método de tratamento. Conhecimento é poder — comenta Garicochea.
Nas próximas décadas, deverá haver centenas de remédios como esses, chamados "inteligentes" porque atuam sobre as células cancerosas e poupam as demais, à disposição da medicina. Eles poderão ser usados em combinação com técnicas tradicionais, como a quimioterapia, e até substituí-las ao longo do tempo. Conforme o oncologista do Hospital de Clínicas Gilberto Schwartsmann, além de escolher o produto mais eficiente para o tipo específico de tumor do paciente, os médicos poderão basear sua escolha no tipo biológico do doente.
— Podemos dizer que haverá um tratamento para cada paciente. Quando a Dilma (Rousseff) teve câncer, o tratamento combinou quimioterapia com um remédio que bloqueou uma proteína específica do tumor que ela teve — exemplifica Schwartsmann.
Hoje, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais da metade dos casos de câncer no mundo já encontram cura. Até 2030, como o envelhecimento da população mundial se intensificará, o número de casos deverá crescer. Por isso, apesar dos avanços na medicina, acredita-se que o número de mortes pode passar de 7,9 milhões, em 2007, para 11,5 milhões ao ano. Novas descobertas poderão refazer essa conta.
A aposta de Liane
Até a década de 90, os poucos casos de vítimas de câncer que a corretora de imóveis Liane de Araújo, 55 anos, conhecia haviam morrido. Por isso, em 1997, assustou-se quando soube que estava com câncer de mama, combatido com doses de radioterapia, quimioterapia e uma cirurgia. Liane ilustra os avanços que a medicina vem conquistando na guerra contra a doença.
— Na minha época, a gente tinha de tirar também uns gânglios que ficam na axila. Hoje, não — compara.
A experiência fez com que Liane tomasse a decisão de ajudar outras mulheres a prevenir ou derrotar o câncer. Voluntária no Instituto da Mama, em Porto Alegre, atualmente ocupa o cargo de vice-presidente e demonstra confiança em novas vitórias da ciência sobre a doença.
— Talvez, em 15 anos, possamos ter uma vacina contra o câncer de mama — aposta.
Três fases da doença
Confira, com base em alguns exemplos, a evolução dos tipos e tratamentos dos tumores desde o século passado e a projeção para o futuro:
Em 1900
Tipo
Na virada do século 19 para o 20, a prevalência da doença era muito inferior à de hoje entre a população. Nos Estados Unidos, por exemplo, 4% das mortes decorriam de neoplasias, contra 26% atualmente. Entre os tipos mais comuns, estava o câncer estomacal. O consumo de água impura e de alimentos mal conservados levava a seguidas infecções, que, em muitos casos, acabavam por desencadear tumores. Com a melhoria das condições de vida, esse tipo de câncer entrou em declínio.
Tratamento
Quase sempre, a doença era descoberta quando provocava fortes dores — o que indicava estágio avançado e virtual impossibilidade de cura. O tratamento mais comum eram analgésicos à base de opiáceos, destinados a aplacar as dores violentas. Em raros casos, era possível fazer uma extração do órgão. Quase sempre, a medida era inútil porque o câncer já havia se espalhado.
Resultado
Na grande maioria das vezes, o diagnóstico representava uma sentença de morte dolorosa.
Hoje
Tipo
O forte apelo desenvolvido pela indústria tabagista ao longo de várias décadas multiplicou a quantidade de casos de câncer de pulmão pelo mundo — transformando-o na modalidade de neoplasia responsável pelo maior número de mortes: cerca de 1,3 milhão de vítimas por ano.
Tratamento
O combate à doença inclui recursos já tradicionais, como quimioterapia e radioterapia, mas já começa a fazer uso dos chamados "remédios inteligentes". Esses medicamentos são produzidos para atacar tipos específicos de câncer, utilizando informações sobre os genes do tumor. Assim, são capazes de localizar e atacar com maior eficácia os focos da doença.
Resultado
A doença ainda é considerada grave, mas não é mais uma sentença de morte. De todos os tipos de câncer, em mais da metade dos casos já há cura.
Em 2030
Tipo
Acredita-se que casos de câncer de mama, nas mulheres, e de próstata, nos homens, deverão continuar aumentando nas próximas décadas. Uma das razões para isso é o progressivo envelhecimento da população, que favorece o surgimento de tumores desses tipos.
Tratamento
A quimioterapia e a radioterapia ainda deverão fazer parte do arsenal médico, mas cada vez mais o tratamento será individualizado. Cada subtipo de tumor deverá ter um remédio específico, que também levará em consideração as características biológicas do doente. Além disso, pacientes que tiverem predisposição genética identificada, por meio de exames, para determinados tipos de câncer, poderão receber cuidados e tratamentos preventivos.
Resultado
Não deverá haver uma cura genérica para o câncer, mas tratamentos cada vez mais precisos para cada tipo de tumor, e sistemas mais eficazes de detecção precoce. Em um cenário otimista, no futuro, a neoplasia pode se transformar em uma doença de perfil mais crônico do que letal.
CADERNO VIDA - ZH
Perfil da doença será mais crônico do que letal
Isso não significa que uma vitória definitiva é esperada para breve, mas a multiplicação de "remédios inteligentes" (veja box) capazes de combater com maior precisão tumores específicos. Embora o número de casos deva continuar em elevação pelos próximos 30 anos, devido ao envelhecimento da população mundial, a chance de um paciente sobreviver será cada vez maior.
Em vez de buscar uma substância milagrosa, capaz de derrotar todo tipo de neoplasia, nos últimos 10 anos os cientistas se empenharam em estudar como cada tipo de tumor se comporta: investigar seu DNA, como se origina e se esconde do sistema imune dos pacientes, de que maneira se espalha pelo corpo. Essa pesquisa vem apontando pontos frágeis capazes de serem explorados por uma nova classe de medicamentos.
— Quanto mais entendemos como os tumores se formam e se comportam, mais eficazes são os novos remédios que produzimos — afirma o diretor do Serviço de Oncologia e professor da Faculdade de Medicina da PUCRS, Bernardo Garicochea.
Ele dá um exemplo. Recentemente, percebeu-se que 25% das vítimas de câncer de mama apresentam níveis elevados de uma proteína chamada HER-2. Em seguida, descobriram que a proliferação se devia ao fato de que essa substância era vital para o tumor. Ao desenvolver um remédio que reduz a quantidade de HER-2, os médicos ganharam terreno na guerra contra o câncer de mama. Um método semelhante foi desenvolvido para um tipo de câncer de intestino.
— Há dezenas de exemplos como esses, em que defeitos genéticos viram método de tratamento. Conhecimento é poder — comenta Garicochea.
Nas próximas décadas, deverá haver centenas de remédios como esses, chamados "inteligentes" porque atuam sobre as células cancerosas e poupam as demais, à disposição da medicina. Eles poderão ser usados em combinação com técnicas tradicionais, como a quimioterapia, e até substituí-las ao longo do tempo. Conforme o oncologista do Hospital de Clínicas Gilberto Schwartsmann, além de escolher o produto mais eficiente para o tipo específico de tumor do paciente, os médicos poderão basear sua escolha no tipo biológico do doente.
— Podemos dizer que haverá um tratamento para cada paciente. Quando a Dilma (Rousseff) teve câncer, o tratamento combinou quimioterapia com um remédio que bloqueou uma proteína específica do tumor que ela teve — exemplifica Schwartsmann.
Hoje, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais da metade dos casos de câncer no mundo já encontram cura. Até 2030, como o envelhecimento da população mundial se intensificará, o número de casos deverá crescer. Por isso, apesar dos avanços na medicina, acredita-se que o número de mortes pode passar de 7,9 milhões, em 2007, para 11,5 milhões ao ano. Novas descobertas poderão refazer essa conta.
A aposta de Liane
Até a década de 90, os poucos casos de vítimas de câncer que a corretora de imóveis Liane de Araújo, 55 anos, conhecia haviam morrido. Por isso, em 1997, assustou-se quando soube que estava com câncer de mama, combatido com doses de radioterapia, quimioterapia e uma cirurgia. Liane ilustra os avanços que a medicina vem conquistando na guerra contra a doença.
— Na minha época, a gente tinha de tirar também uns gânglios que ficam na axila. Hoje, não — compara.
A experiência fez com que Liane tomasse a decisão de ajudar outras mulheres a prevenir ou derrotar o câncer. Voluntária no Instituto da Mama, em Porto Alegre, atualmente ocupa o cargo de vice-presidente e demonstra confiança em novas vitórias da ciência sobre a doença.
— Talvez, em 15 anos, possamos ter uma vacina contra o câncer de mama — aposta.
Três fases da doença
Confira, com base em alguns exemplos, a evolução dos tipos e tratamentos dos tumores desde o século passado e a projeção para o futuro:
Em 1900
Tipo
Na virada do século 19 para o 20, a prevalência da doença era muito inferior à de hoje entre a população. Nos Estados Unidos, por exemplo, 4% das mortes decorriam de neoplasias, contra 26% atualmente. Entre os tipos mais comuns, estava o câncer estomacal. O consumo de água impura e de alimentos mal conservados levava a seguidas infecções, que, em muitos casos, acabavam por desencadear tumores. Com a melhoria das condições de vida, esse tipo de câncer entrou em declínio.
Tratamento
Quase sempre, a doença era descoberta quando provocava fortes dores — o que indicava estágio avançado e virtual impossibilidade de cura. O tratamento mais comum eram analgésicos à base de opiáceos, destinados a aplacar as dores violentas. Em raros casos, era possível fazer uma extração do órgão. Quase sempre, a medida era inútil porque o câncer já havia se espalhado.
Resultado
Na grande maioria das vezes, o diagnóstico representava uma sentença de morte dolorosa.
Hoje
Tipo
O forte apelo desenvolvido pela indústria tabagista ao longo de várias décadas multiplicou a quantidade de casos de câncer de pulmão pelo mundo — transformando-o na modalidade de neoplasia responsável pelo maior número de mortes: cerca de 1,3 milhão de vítimas por ano.
Tratamento
O combate à doença inclui recursos já tradicionais, como quimioterapia e radioterapia, mas já começa a fazer uso dos chamados "remédios inteligentes". Esses medicamentos são produzidos para atacar tipos específicos de câncer, utilizando informações sobre os genes do tumor. Assim, são capazes de localizar e atacar com maior eficácia os focos da doença.
Resultado
A doença ainda é considerada grave, mas não é mais uma sentença de morte. De todos os tipos de câncer, em mais da metade dos casos já há cura.
Em 2030
Tipo
Acredita-se que casos de câncer de mama, nas mulheres, e de próstata, nos homens, deverão continuar aumentando nas próximas décadas. Uma das razões para isso é o progressivo envelhecimento da população, que favorece o surgimento de tumores desses tipos.
Tratamento
A quimioterapia e a radioterapia ainda deverão fazer parte do arsenal médico, mas cada vez mais o tratamento será individualizado. Cada subtipo de tumor deverá ter um remédio específico, que também levará em consideração as características biológicas do doente. Além disso, pacientes que tiverem predisposição genética identificada, por meio de exames, para determinados tipos de câncer, poderão receber cuidados e tratamentos preventivos.
Resultado
Não deverá haver uma cura genérica para o câncer, mas tratamentos cada vez mais precisos para cada tipo de tumor, e sistemas mais eficazes de detecção precoce. Em um cenário otimista, no futuro, a neoplasia pode se transformar em uma doença de perfil mais crônico do que letal.
CADERNO VIDA - ZH
Consumo de aveia ajuda no controle do colesterol e do peso
Cereal também regula índice glicêmico, diabetes e funções intestinais
Consumir aveia todos os dias, preferencialmente no café da manhã, ajuda o corpo a repor as energias durante o resto dia e auxilia na prevenção de doenças imunológicas, gastrointestinais, cardíacas e metabólicas. De acordo com o médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Durval Ribas Filho, além de ser uma conhecida fonte de fibras, o cereal contém quantidade valiosa de proteínas, vitaminas, ácidos graxos insaturados e minerais, e também apresenta capacidade antioxidante, o que previne o aparecimento de doenças.
— As principais indicações da ingestão de aveia estão relacionadas à regulação da função intestinal, monitoramento de peso, diabetes e hiperglicemia, síndrome metabólica e controle do colesterol — explica o médico.
Ele cita que, no caso do colesterol, os benefícios são ainda mais evidentes, pois o consumo de aveia dentro de uma dieta balanceada reduz consideravelmente os níveis da doença e de absorção de carboidratos de alto índice glicêmico. Mesmo com todas as vantagens do consumo do cereal, Ribas alerta que é preciso ter ponderação.
— Como todo tipo de alimento, não é bom exagerar na alimentação com aveia, pois ela pode predispor ao meteorismo e flatulência — salienta.
Controle do colesterol
O benefício mais evidente do consumo de aveia, segundo o médico nutrólogo, é o controle do colesterol e doenças cardiovasculares. De acordo com ele, no Brasil, a ANVISA já reconheceu esse benefício e registrou a aveia como um alimento funcional para manutenção dos níveis da doença.
— A relação está entre a absorção de carboidratos de alto índice glicêmico e os lipídeos, vitaminas e proteínas da aveia.
Regulação da função intestinal
Estima-se que os problemas intestinais atinjam 28% da população mundial.
---- As fibras presentes na aveia favorecem um melhor equilíbrio do intestino, com o favorecimento da proliferação das bactérias 'do bem'. Isso contribui para uma melhora no sistema imunológico e contribui para o não desenvolvimento de doenças — comenta o presidente da ABRAN.
Controle de peso
Entre os principais fatores que levam à obesidade estão a hiperalimentação, alimentos com alta densidade calórica, sedentarismo e má distribuição calórica durante o dia. De acordo com o Dr. Ribas, o consumo de cereais integrais promove maior saciedade e, consequentemente, mais controle de ingestão de alimentos.
— Alimentos ricos em fibras tendem a ser menos calóricos. Eles exigem mais mastigação e apresentam maior tempo de digestibilidade, o que pode auxiliar na perda de peso.
Diabetes e hiperglicemia
— Uma dieta com alimentos com baixo índice glicêmico, como a aveia, ajuda a controlar o diabetes pela manutenção da glicemia e diminui os riscos de hiperglicemia — explica o especialista. O cereal ainda pode melhorar os níveis basais de glicose e insulina.
Síndrome Metabólica
A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco relacionados à obesidade, entre eles doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes.
— A aveia atua através de fibras solúveis em alta concentração, o que evita picos glicêmicos e insulínicos e reduz o aparecimento da síndrome metabólica — analisa o Ribas.
BEM-ESTAR DO CLICRBS
Cereal também regula índice glicêmico, diabetes e funções intestinais
Consumir aveia todos os dias, preferencialmente no café da manhã, ajuda o corpo a repor as energias durante o resto dia e auxilia na prevenção de doenças imunológicas, gastrointestinais, cardíacas e metabólicas. De acordo com o médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Durval Ribas Filho, além de ser uma conhecida fonte de fibras, o cereal contém quantidade valiosa de proteínas, vitaminas, ácidos graxos insaturados e minerais, e também apresenta capacidade antioxidante, o que previne o aparecimento de doenças.
— As principais indicações da ingestão de aveia estão relacionadas à regulação da função intestinal, monitoramento de peso, diabetes e hiperglicemia, síndrome metabólica e controle do colesterol — explica o médico.
Ele cita que, no caso do colesterol, os benefícios são ainda mais evidentes, pois o consumo de aveia dentro de uma dieta balanceada reduz consideravelmente os níveis da doença e de absorção de carboidratos de alto índice glicêmico. Mesmo com todas as vantagens do consumo do cereal, Ribas alerta que é preciso ter ponderação.
— Como todo tipo de alimento, não é bom exagerar na alimentação com aveia, pois ela pode predispor ao meteorismo e flatulência — salienta.
Controle do colesterol
O benefício mais evidente do consumo de aveia, segundo o médico nutrólogo, é o controle do colesterol e doenças cardiovasculares. De acordo com ele, no Brasil, a ANVISA já reconheceu esse benefício e registrou a aveia como um alimento funcional para manutenção dos níveis da doença.
— A relação está entre a absorção de carboidratos de alto índice glicêmico e os lipídeos, vitaminas e proteínas da aveia.
Regulação da função intestinal
Estima-se que os problemas intestinais atinjam 28% da população mundial.
---- As fibras presentes na aveia favorecem um melhor equilíbrio do intestino, com o favorecimento da proliferação das bactérias 'do bem'. Isso contribui para uma melhora no sistema imunológico e contribui para o não desenvolvimento de doenças — comenta o presidente da ABRAN.
Controle de peso
Entre os principais fatores que levam à obesidade estão a hiperalimentação, alimentos com alta densidade calórica, sedentarismo e má distribuição calórica durante o dia. De acordo com o Dr. Ribas, o consumo de cereais integrais promove maior saciedade e, consequentemente, mais controle de ingestão de alimentos.
— Alimentos ricos em fibras tendem a ser menos calóricos. Eles exigem mais mastigação e apresentam maior tempo de digestibilidade, o que pode auxiliar na perda de peso.
Diabetes e hiperglicemia
— Uma dieta com alimentos com baixo índice glicêmico, como a aveia, ajuda a controlar o diabetes pela manutenção da glicemia e diminui os riscos de hiperglicemia — explica o especialista. O cereal ainda pode melhorar os níveis basais de glicose e insulina.
Síndrome Metabólica
A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco relacionados à obesidade, entre eles doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes.
— A aveia atua através de fibras solúveis em alta concentração, o que evita picos glicêmicos e insulínicos e reduz o aparecimento da síndrome metabólica — analisa o Ribas.
BEM-ESTAR DO CLICRBS
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